DISCLAIMER


DISCLAIMER: 1. The risk of trading equities and/or derivatives can be substantial. 2. Any decision to purchase or sell as a result of the opinions expressed in this blog will be the full responsability of the person authorizing such transaction. 3. Past performance is not indicative of future results.

sábado, 25 de junho de 2011

The Same Old Song And Dance - A Followup

Yo! Where is capitulation phase?

"Learning To Trade" By Dr. B. Steenbarger

Deve ser a primeira vez que endosso a leitura de artigo específico por aqui. Portanto, deve haver algo sui generis por trás dele. O forense Marx - em comentário à última postagem - sugeriu-nos a leitura de "Learning To Trade" da lavra do conhecido psicólogo, escritor, professor e trader* norteamericano. O título desta recebeu a extensão "parte I" porque apenas na "parte II" farei minhas considerações e testemunhos sobre o interessante (e comprido) opúsculo do Dr. Steenbarger. As estatísticas mostram que o visitante permanece aqui por 2 min e 30 seg. Portanto, faça o download e leia-o com calma (se for de seu interesse, claro). Faça-o de preferência longe da Internet e do monitor, onde as pessoas, em busca de notícias, não conseguem parar por mais de 3 minutos em lugar algum. 

* Não necessariamente nesta ordem.

domingo, 19 de junho de 2011

IFR2 Ou IFR5? MM5 Ou MM7?

Recebi esses dias email de uma corretora onde mantinha conta. O propósito era divulgar um serviço de backtesting recém-disponibilizado aos clientes, sem ônus adicional. Essa atividade de emulação tem se tornado bastante popular em Brasilândia recentemente. Vimos o mesmo ocorrer por aqui há quase 10 anos com os simuladores (paper trade). Há um grande gimmick por trás do chamado backtestingQuem não gostaria de implementar suas próprias estratégias automatizadas? Afinal essa parece ser uma solução mais razoável que simplesmente pagar por serviços "proprietários" periodicamente ou comprar pacotes do tipo "black-box". Há, claro, um aspecto negativo que a maioria não considera: O usuário não entenderá a lógica do ebb-and-flow de preços das várias classes de ativos. Ou seja, não me coloco contra trading systems, desde que o usuário possua uma base firme de conhecimento.

Vejamos um caso hipotético no qual Zé Esperto tenha obtido um resultado de 80% de acerto em um backtest de 4 anos com drawdown máximo de 3%. Imaginemos que na primeira entrada o papel X comece a escorregar pra baixo do preço de compra. O prejuízo potencial vai se avolumando. E em dias já supera os 3%! Yikes!! O que Zé Esperto - que não compreende o balé dos preços - fará com esse drawdown inesperado? Duas alternativas se apresentam:  "paga para ver" ou "estopa". Com relação à primeira ocorreu-me um relato do conhecido trader de commodities Larry Williams que tinha um amigo que amealhara alguns milhôes de dólares na década de 70 com uma estratégia específica. Continuou a praticá-la e perdeu quase toda sua fortuna. Irresignado, suicidou-se. Se seguir a segunda (leia-se, uso de estope loss imprevisto), é bem mais provável que continue a trilhar o caminho do backtesting, com outro tipo de estratégia. Mudará um periodozinho do(s) indicador(es) aqui e outro ali. Apostará que a anteriormente escolhida foi a culpada pelo insucesso. Errado. Em nenhum momento ele saberá por que determinado sistema funcionou ou deixou de funcionar. Assim como Charles Chaplin no filme Tempos Modernos, o seu entendimento não vai além do "aperto de porcas em uma linha de montagem". A estratégia mais popular -  conhecida como IFR2 em Pindorama - teria causado perdas significativas nos trades dos incautos, quase sempre em posições compradas, no crash de 2008. Um conhecido trader veterano, radicado nos E.U.A., há um mês escreveu para informar en passant que devolveu todo o lucro do ano no mercado futuro (choppy) de cobre. Esperou por uma tendência que nunca se desenvolveu. No entanto - embora não tenha se manifestado nesse sentido - sabe exatamente  que a perda não decorreu da estratégia utilizada e sim do seu equívoco na interpretação da estrutura de preços.
 

Apenas observem que ao longo da existência do MFF tenho identificado com antecedência (e consistência!) pontos de inflexão nos principais índices que não raro se revelam importantes tops e bottoms* intermediários. A habilidade de market timing só é possível se o observador compreende os diversos aspectos da estrutura de preços. O estudo (necessário, claro) não é suficiente. Esse aprendizado leva uns bons anos anos se houver sério compromisso. Menos tempo se o aprendiz possuir orientação adequada. Por outro lado, se buscado em esforços esporádicos, individuais e eventuais - o caminho escolhido pela maioria - essa arte NUNCA será assimilada. A escolha é do freguês.
* Postagens registradas sob o marcador "track Record do blog".

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Brazil ETF Capped By Overhead Supply - part II

Postagem original => aqui
Quem compreende ebb-and-flow não faz conjeturas. Period!

domingo, 12 de junho de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Breakdown Or No Breakdown?

Followup da primeira postagem aqui.
O primeiro rally (1) podia ser "comprável", principalmente porque o ETF mostrou boa força relativa no período da manhã. E não por causa do padrão em si. O fakeout (2) intraday trouxe prognóstico ruim. A esse fakeout somaram-se outros fatores ex-technicals, desconhecidos dos guruzinhos e do grande público de Pindorama. O ideal seria shortar o pullback (3). No entanto, a dificuldade no campo psicológico seria grande para quem assumiu posições compradas em minutos anteriores. When you doubt stay out.

Na primeira postagem citei a ocorrência de breakdown severo em 73.50 (aqui). Mas o que fazer se no dia seguinte o mercado abre levemente acima dessa região de oferta? Os iniciantes que não compreendem a dinâmica de preços se revoltam: "Pô, então esse negócio de suporte/resistência é a maior enganação! Rompeu ou não rompeu?!" Essa é uma das coisas mais apaixonantes dessa atividade: explorar a falsa premissa alheia, quase sempre linear. Durante um tempo, ao longo dos meus anos de aprendizado empírico, ficava abismado como tudo que via nos textbooks não se repetia na prática. Esperava respostas que nunca vinham por mais livros e artigos que eu lesse. Respostas a uma pergunta do tipo "Ora, se rompeu com convicção uma região de demanda/oferta, abriu acima/abaixo da mesma no dia seguinte e seguiu subindo/caindo o que posso esperar dessa região daí em diante (nas horas que se seguem, p.ex.)?"  Reúna os guruzinhos da "análise técnica" de Brasilândia em uma sala. E há muitas chances de que não se escute uma resposta convincente sequer sobre essa questão.

domingo, 5 de junho de 2011

Which Category Do You Fall Into?*


THE ASS-KISSER
Não há muito o que dizer. O "puxa-saco" é aquele que sempre tem um elogio guardado para o administrador do fórum. E o defende dos "ataques virtuais", geralmente com consentimento tácito deste. No fundo espera que lhe caia uma migalha em retribuição ao "puxa-saquismo".
THE BACKTESTER
Espécie descoberta apenas recentemente em território nacional. Divulga com frequência resultados de backtesting baseado em indicadores técnicos. Os anos passam. E ele não implementa nenhum deles. Continuará fazendo backtesting em busca do Holy Grail (100% de acerto, zero de drawdown).

THE CHERRY-PICKER
Espécie de fácil reconhecimento. Tipo comum mormente visto no entry level da escala dos forenses de bolsa. De várias posições (quase sempre compradas) que possui, só se manifesta sobre as poucas bem-sucedidas. Tática também empregada pelos serviços de recomendação.
THE INSIDER'S FRIEND
Não é habitué de fóruns, mas suas aparições são altamente respeitadas. Tem sempre um amigo, com dicas quentes, trabalhando em mesas de operações de um banco estrangeiro ou membro do board de uma sociedade anônima.

THE NAVIGATOR
O navegador coloca links e/ou charts remetendo a sítios sobre finanças, geralmente desconhecidos do grande público. Se bem explorado ou direcionado pelo administrador do espaço virtual pode ser participante de grande utilidade aos demais. Geralmente desaparece porque nos sites comerciais é visto sempre como uma ameaça pelos seus proprietários.
THE PAVLOV LOVER
Grande ocorrência dentre os economistas. Passam por um surto populacional sempre após crashes nas bolsas.  É de reconhecimento restrito aos mais experientes. Tende a associar o gênesis da última crise do mercados de capitais à próxima. Acaba por perder boas oportunidades porque acredita piamente que a história se repetirá.

THE ACADEMICIAN
Espécie de rara aparição e baixa popularidade. Não se confunde com os quants de Wall St. Geralmente divulga modelos científicos sem preocupação com sua adoção na prática. O seu foco é a paixão pela ciência e não pelos mercados. Seu modus operandi de reprodução ainda é desconhecido.

THE ORTHODOX
Há grande polêmica na classificação dessa espécie. Alguns biólogos a consideram um gênero, tamanha a sua recorrência nas populações. Há aqueles que consideram que o mercado se resume a P/L, ROE and lucros. Outros, a IFR, linhas de tendência e Fibonacci. Uma terceira corrente de indivíduos - especialmente em Brasilândia - só acompanha o fluxo de investidores estrangeiros, (com semanas de atraso) mesmo que o mercado esteja indo para a bacia das almas.


* A classificação não é exaustiva. Traz apenas descrições genéricas das principais espécies sem habitat específico.  

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ops! Maybe You Should Move To Android

This Breakdown Was Really Surprising?
Quebrarei minha esperada rotina de postagens semanais mais elaboradas antes que perca o fio da meada da postagem anterior sobre a fabricante do Blackberry (aqui). É verdade que shit happens. Mas nesse caso poderíamos culpar Mr. Market ou os economic numbers das 08:30 EDT (09:30, horário de verão de Brasília) de Wall St.? Fazê-lo seria uma injustiça.

Ontem tivemos o quarto ou quinto dia de rally em Wall St., dependendo do índice seguido. O range - distância entre máxima e mínima - extenso sugeria uma exaustão iminente. Claro que muitos inocentes dormiram felizes em posições compradas feitas na última hora de ontem. Apenas observou-se que em pleno dia de euforia, RIMM caiu com volume de distribuição mostrando pobre força relativa. Uma queda próxima de 2% de um ticker negociado na Naz não significa muita coisa. Mas em meio a uma alta de circa 1,5% do respectivo index a coisa muda de figura. 

Na primeira postagem um dos amigos fez um oportuno comentário sobre o ambiente corporativo desfavorável do core business da empresa. Os canadenses da RIM vem perdendo market share continuamente no cobiçado mercado corporativo yankee. Em Pindorama, os seus aparelhos móveis nunca emplacaram mesmo. Price action é função de expectativas e não de fundamentos. Guardem essa frase no bolso da calça. "Fact, mas como podemos ter um retrato mais fiel das expectativas?" Bem, essa era a substância das apresentações que pretendia ministrar ano passado. E  para a quais não tivemos interessados em número suficiente. Até a próxima.