DISCLAIMER


DISCLAIMER: 1. The risk of trading equities and/or derivatives can be substantial. 2. Any decision to purchase or sell as a result of the opinions expressed in this blog will be the full responsability of the person authorizing such transaction. 3. Past performance is not indicative of future results.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Flintstones vs. Jetsons

Características do mercado onde operam os Flintstones...:
  • Algumas dezenas de ações possuem média de giro diário acima de R$5M;
  • não existem ETFs, à exceção do esquecido PIBB;
  • Posições vendidas chamam garantia;
  • Só há liqüidez nas opções de 2 ativos negociados (Petr4 e Vale5);
  • Opções registradas já nascem à beira da morte (expiram em prazo muito curto);

...e operam os Jetsons:

  • Centenas de papéis possuem giro médio diário acima de R$5M;
  • Cerca de 250 ETFs representam setores diferenciados e servem de proxy para vários índices;
  • Existem os "short ETFs" (correlação inversa aos seus ativos-base) que representam posições compradas. Ou seja, não é preciso margin account para ficar vendido;
  • Dezenas de opções possuem liqüidez;
  • Opções sobre um mesmo papel não expiram todo mês. Ainda existem os LEAPS, opções de longo prazo (expiram em até 2 anos);

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Stops: Good For Whom?

Stop losses quase sempre figuram como cláusula pétrea nos livros de technical analysis. Como com muitos neófitos ocorre, armava stops apenas para vê-los acionados e depois assistir ao papel continuar subindo. E observem que nem market makers e specialists atuam em papéis de primeira linha na Bovespa. À medida que fui aperfeiçoando meu método observava que freqüentemente era possível operar ativos sem stops. Já que o pior que acontecia na maioria das vezes era esperar o pullback para vendê-los no breakeven. Duas observações importantes: essa estratégia é ineficaz para trades com opções e em períodos de divulgação de resultados trimestrais.

Por isso, passei a desprezar os stop losses. Contudo ficava me sentindo um peixe fora d'água ao considerar que não via um comentário do gênero feito por algum technician de ponta. O alívio veio um dia ao ler uma entrevista publicada no The New Market Wizards de Jack Schwager. O trader entrevistado - cujo nome infelizmente não me recordo - disse que o mercado quase sempre oferecia oferecia uma segunda chance. Respirei mais aliviado. Afinal, qualquer um de nós tem que se apoiar nas experiências de investidores/traders que estão acima da média. Para exemplificar: eu não colocaria stop em BBDC nesse momento.

* Ops! Onde se lê: "eu não colocaria stop em BBDC..", leia-se: "eu não venderia BBDC na linha de suporte..." A idéia permanece. Não coloco stops em operações de equities.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Put On Your Thinking Cap, Dear Reader

A maioria das pessoas hoje tem pouco tempo de fazer conjeturas e reflexões sobre que se lê por aí. Uma pena.

Analisemos partes de um artigo - dentre os 5 mais lidos - postado ontem no Infomoney: Passagem por 71 mil pontos é crucial para Ibovespa seguir em busca de recordes.

"...Pela ótica da análise técnica, uma vez rompida a região superior deste canal formado, o caminho fica aberto para a chegada aos 73.800 pontos. No outro extremo, o mercado está sujeito a um movimento corretivo "saudável", como definem os analistas consultados pela InfoMoney..."

A expressão "correção saudável" é um dos maiores nonsenses do mercado. Só é saudável para quem está de fora. Diz-se que é saudável apenas porque geralmente throwbacks freqüentes expulsam os weak-hands ("mãos fracas"). A possível explicação para o jargão é que investidores se sentem desconfortáveis com correções expressivas depois de rallies de grande magnitude.

"...Abaixo dos 68 mil pontos o índice tem espaço para realização "normal e saudável" até os 66 mil pontos, sem comprometer a tendência de alta sinalizada pelo gráfico semanal..."

É verdade que prossegue a tendência de alta no semanal nesse caso. Mas sob uma perspectiva do daily chart uma retração de 100% do breakout - pós-concessão do IG - seria algo preocupante. E um reteste dos 66k ensejaria - na minha filosofia de investimento - apenas uma operação no espaço de tempo de swing trading, p. ex. O problema é que há muito downside até que a tendência de alta no chart semanal seja ameaçada...

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Wow! A Textbook Throwback!

Uma das grandes frustrações dos novos estudantes de TA é quase nunca ver repetidos aqueles padrões bem feitos das ilustrações dos livros. Não só isso. Quando avistam um, o broad market e o respectivo setor por vezes não estão alinhados com a direção esperada do trade. Top-down analysis, folks.

Foi uma grata surpresa ver, portanto, um throwback "exemplar" em Bradesco PN no timeframe diário, imerso em setor bullish. Idem em relação ao Ibovespa. Portanto, passado o oba-oba da concessão do IG à Pindorama, o mercado nos oferece novo ponto de entrada. Dessa vez, mais seguro. Trading is not gambling. E - como diz Alan Farley - deve ser tão chato quanto o emprego que você possui hoje.

domingo, 11 de maio de 2008

It Was About Time, huh?!

Quando passeio pelo Largo do Machado no Rio de Janeiro uma das minhas paradas obrigatórias é na Livraria Galileu: mostruário extenso, eclético e sem preocupação com a lista dos "Mais Vendidos" na semana.

Foi com grande satisfação que descobri, bem por acaso, a chegada ao mercado editorial nacional - pela Editora Campus - de uma versão traduzida de um dos maiores clássicos de investimentos: Reminiscences of a Stock Operator. No mercado nacional o livro recebeu o título Memórias de um Operador da Bolsa.

É uma leitura obrigatória para os floor traders de Wall Street e, portanto, deveria ser para qualquer investidor que leve essa atividade a sério. A obra conta a estória em estilo ficcional do maior especulador de todos os tempos, Jesse Livermore. Aos que têm dificuldade em ler textos em inglês é uma grande pedida, apesar do preço (incompreensivelmente) meio salgado.

Os fundamentalistas e técnicos ortodoxos que me lêem têm muito a ganhar com a leitura. Afinal, uma dose de pragmatismo, bastante praticado pelo Boy Plunger, nas análises é fundamental. Ortodoxos são incapazer de assimilar por que uma ação permanece "barata" por muito tempo e não sai do lugar ou por que os preços inseridos em um padrão com características perfeitas do tipo textbook vão na direção contrária à esperada.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Trending or Trading?

Diz-se que estamos em um trending market quando existe momentum por trás dos preços. Por outro lado, um trading market caracteriza um mercado sem tendência definida ou com baixo momentum. Apesar do oba-oba gerado pela concessão do IG ao país, parece difícil acreditar que já estamos em um mercado do primeiro tipo. Há variáveis macroeconômicas citadas anteriormente que têm atuado como amortecedores.

A diferença é fundamental para investidores/especuladores. Em mercados fortes o swing trading (operações de 2-5 dias) com timing adequado demanda uma grande habilidade e esforço do operador. Poucos a possuem. Nessas horas aqueles seu amigo que não sabe lhufas de bolsa ganhou mais que você que tem um software em tempo-real, que lê sobre os mercados, etc. Aposto que o leitor já passou por isso.

Em um mercado sem tendência os traders levam grande vantagem sobre buy-and-holders ao identificar suportes e resistências relevantes. Compra-se naquelas. Vende-se nestas.

Nessas horas - para identificar um ou outro - acredito mais na experiência que em leituras de indicadores tradicionais do tipo movimento direcional (ADX). Se esperarmos que este ou aquele indicador nos diga em que tipo de mercado estamos, muito do upside ou downside já se foi. Portanto, aí vai um consolo aos neófitos: não queiram queimar etapas no aprendizado. É impossível.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

IG, A Brand-New Conundrum

Não, não serei a enésima pessoa a abordar o assunto. Só convém lembrar que Enron e Bear Stearns já possuíram esse título de nobreza. E, via de regra, aos maiores busts de preços se seguiram downgrades em notas de crédito e não o contrário.

Mais interessante que comentar o fato da concessão do IG em si é analisá-la à luz das demais variáveis macroeconômicas. O mercado de commodities - pensemos em CRB, a princípio - encontra-se em nítida consolidação em timeframes mais longos. Ainda imagino que tenha feito uma avaliação correta anteriormente (sorry, não localizei o post). E os índices yankees lutam em áreas críticas para se habilitarem ao que podemos chamar de sideways markets (de lado), em timeframe mensal.

Do exposto acima, parece-me que boa parte do potencial positivo do IG será absorvido por um cenário macroeconômico (e de price action) pouco favorável. No entanto, o mais prudente é ignorar o que falei e focar o price action (remember the charts, forget the news).

Afinal, opinião é como umbigo. Todo mundo tem uma. :)