DISCLAIMER


DISCLAIMER: 1. The risk of trading equities and/or derivatives can be substantial. 2. Any decision to purchase or sell as a result of the opinions expressed in this blog will be the full responsability of the person authorizing such transaction. 3. Past performance is not indicative of future results.

domingo, 26 de abril de 2009

Investor Evolution

[A tabela (de 20/abr) acima - retomando a idéia da postagem anterior - mostra como Cemig PN exibiu performances abaixo da média do Ibroxespa e do Índice do Setor Elétrico de maneira significativa. Em situação diametralmente oposta, vêem-se as ações da Terna. Charts never lie.]

Até meados da década de 90 as editoras usavam basicamente marketing direto via correio convencional. Minha caixa-postal vivia entulhada. Importei meu primeiro livro de finanças nessa época. Era o clássico "A Random Walk Down Wall Street" do Dr. Melkiel. Uma certa ironia do destino porque hoje sou totalmente avesso à idéia de que seja impossível operar o market-timing. Se o leitor acredita que a performance ridícula de Cemig PN e fantástica de Terna tenha sido aleatória, recomendo fortemente a sua leitura.

O primeiro livro que li sobre TA foi um bestseller de Toni Oz. Tentei utilizar setups mencionados por ele em 99 e 00. Nada funcionava. E pior...só prejuízo. Comprava...caía. Estopava...subia. Nessas horas a maioria diz: "esse negócio não funciona!" Hoje em dia, depois que assimilei a natureza dessa filosofia de investimento, vejo que é possível encontrar a fundamentação da AT inclusive no nosso dia-a-dia. Um exemplo: às vezes faço uma brincadeira quando vou sozinho a shoppings. Escolho uma loja diante da qual não existam pessoas. E começo olhar a vitrine. Aposto que em no máximo um minuto haverá pelo menos dois ou três curiosos olhando-a comigo. Assim que dou as costas e vou embora. A platéia se desfaz. Façam essa experiência, de preferência com o shopping mais vazio.

Ao longo dos anos procurei entender por que certos setups não funcionavam. Essa é a grande vantagem do que se convencionou chamar trading, segundo o Dr. Steenbarger. Fornece ao investidor um aprimoramento intenso ao longo da curva de aprendizado. O feedback é rápido. O termo "rápido" deve ser posto sob perspectiva. Estamos falando de alguns anos. Da minha experiência, acho extremamente difícil que um neófito bata o mercado do zero e sem ajuda externa em menos de 5 anos.

De um tempo para cá, tenho procurado estudar a influência dos aspectos sazonais do mercado ao meu trading system (TS). Leia-se, a influência que os seasonals têm sobre ele. Minha abordagem tem sido cada vez mais minimalista. Tenho procurado as grandes oportunidades e não ficar perdendo tempo com ruídos no price action. Perder tempo para mim é acompanhar upticks e downticks a esmo, catando ganhos de frações percentuais.

Só a título de informação...um grande seasonal foi desbancado ano passado. Anos pré-eleitorais nos EUA vinham sendo positivos desde 1939(!). Esse track record incontestável caiu de maneira traumática. Não é razoável supor que parte do mercado mantinha-se totalmente long por causa do ganho "certo"? Esperem um conceito estar bem sedimentado para que caia em desgraça. [Toda informação assimilada pelo mercado será - nas melhor das hipóteses - medíocre.]

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Mercados Financieros: Crime And Slime

Sempre quando algum neófito me pede referências bibliográficas sobre investimentos em renda variável penso se antes de receitar obras consagradas de Magee ou Graham não deveria estimulá-los a ler clássicos como "O Príncipe", "As 48 Leis do Poder" e coisas do gênero. Devem estar imaginando que "peguei pesado". Por certo que não. Por trás dos ticks estão pessoas. E por trás destas, interesses pessoais, mesquinharias e desvios de conduta tipificados, conhecidos como delitos.

Ocorreu-me abordar o assunto ao ver que ontem Cemig PN apresentava baixa de quase 1%, enquanto o índice do setor elétrico exibia alta superior a 1,2%. A chance dessa performance inversa ocorrer em circunstâncias normais é próxima de zero. Não coincidentemente no final do dia, após o encerramento do aftermarket, a empresa de Minas Gerais divulgou notícia de que estava adquirindo o controle da Terna. Estranhos acontecimentos sempre ocorrem às vésperas de divulgação de fatos relevantes sem que a fiscalização estatal, incorporada pela CVM, mova uma palha.

Não faz muito tempo as ações PN e ON de Petrobrás mostraram grande força relativa por dias, enquanto o setor patinava em Wall St. e na Europa. Logo depois, a então Sra. Ministra das Minas e Energia, anunciava a descoberta do campo petrolífero de Tupi. O resto todos sabem. Ações explodiram. E suas opções mostraram valorizações percentuais na casa de 3 dígitos em poucas horas. Diante do "batom na cueca", a egrégia CVM foi incitada a atuar. Suspeição forte de uso de informação privilegiada recaiu sobre um dos gerentes da estatal. Conta a lenda que o presidente da empresa deixou o recado: "Sumam com esse camarada daí. Não quero mais vê-lo". Parece que se aposentou (com uma bela bufunfa, claro). Qualquer R$100k "investido" em opções se transformou em tenbagger em um mês. A título de curiosidade: o outrora lucrativo assalto a instituições bancárias hoje em dia dificilmente rende ao(s) meliante(s) quantias superiores a 50 mil reais. Ganha um pirulito se me apresentarem nome de alguém que tenha sido multado ou denunciado pelo Ministério Público no episódio. E la nave va...

A socialite e magnata Martha Stewart fez o mesmo em terras yankees. E entubou uma cana por sete meses em um presídio. E mais cinco em prisão domiciliar, além de multa. Isso para evitar uma perda de US$45k. Cá entre nós, uma micharia. Enfim...falta muito para Pindorama atingir o estágio dos mercados yankees. Nosso passado patrimonialista lusitano, impregnado pela herança latina tradicionalmente mesquinha, é um forte handicap à operacionalização transparente e ética de bolsas de valores.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Do Chart Patterns Still Work?

Esse é o título de um artigo do conhecido technician T.Bulkowsky publicado na última edição da S&C Magazine. Perturbado por uma suposta crescente falta de confiabilidade nos chart patterns o autor pôs-se a atualizar sua base de dados. Quem quiser dar uma olhada no excerpt, pode dar uma clicada aqui*. A conclusão do autor é que houve no período levantado um aumento significativo de failures rates nos breakouts/breakdowns.

Esse dado é consistente com minha última postagem, quando observei que as melhores explosões de volatilidade se deram, pelo menos no ano passado, após fakeouts. As causas para tal "anomalia" (?), a meu ver, estão na quantidade crescente de technicians e program trading em Wall St. É um caminho sem volta. Senhores, um dos maiores inimigos do trader/investidor é o "pensamento convencional". Trazendo essa idéia aplicada ao momento dos mercados, me parece óbvio que o que a maioria espera não irá ocorrer. Leia-se, um rollover bem comportado, formação de pivôs de baixa e um novo selloff. Por quê? É simplesmente óbvio demais. Se isso ocorrer, serei comprador do selloff porque terá vida curta. Meu objetivo primordial nos passeios virtuais é captar o "conventional thinking" do vulgo.

Conforme escrevi na seção comentários esses dias, deverá haver um trigger gráfico para capitulação dos bears que estão à espreita. Essa deverá se constituir em mais uma das 3 ou 4 grandes oportunidades de 2009. A ver. :)

* Mediante pagamento, o download da íntegra do artigo pode ser feito;

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Eppur Si Muove...


Galileu repetiria sua célebre frase se visse a quantidade de incrédulos em relação ao bear rally. O trecho acima, retirado de um artigo no Seeking Alpha, reflete um entendimento distorcido do autor [minha opinião, claro]. Como se justifica o price action diante de indicadores macroeconômicos já conhecidos? Não se justifica. Macrofundamentos e price action não andam necessariamente in synch. O artigo citado é um dos mais populares do sítio (!?). Não é de admirar que a maioria não consiga bater o benchmark ao longo do tempo.


A quantidade de dinheiro "incrédulo" é o combustível desse rally, que não mostra ainda sinais de abatimento. Abril é historicamente positivo em WS. Enquanto pipocarem artigos de "incrédulos" e de "vendedores cobertos", não haverá retomada do bear market.

Por aqui estamos vendo papéis confirmarem alternadamente breakouts indiscutíveis (Usiminas PNA hoje, p.ex.). E, no geral, não se atingiu nível de sobrecompra que sugira ainda o início de um rollover, que pode levar outros meses para se resolver. Olhando para trás é notório que as maiores oportunidades de "zeração de posições" surgiram de fakeouts (falsos rompimentos) pós-consolidações em 2007 e 2008. Isso ainda não ocorreu. E assim se dará novamente em momento futuro, exatamente quando todos estiverem desistido de questionar "the absurdnesss of this sucker's rally". Em futuras postagens comento s/ o nível de volatilidade atual...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Another Lackluster Expiration Week...


[Para ver outros comentários sobre "semanas de vencimento", use a caixa de pesquisa do blog]


O price action de hoje jogou um balde de água fria nas minhas expectativas de breakout dos 45 no iShares Brazil (followup de outra postagem, clique aqui). Não que um vertical spread esteja inviabilizado, mas as expectativas de lucro rápido e baixo risco ficam certamente prejudicadas.

A semana de vencimento já mostrou seu cartão de visitas. Deverá ser soporífera. Cai hoje. Sobe amanhã. Cai depois de amanhã...Olhando um pouquinho mais adiante, a coisa se encaminha, a meu ver, para um processo de rollover ao longo do mês, entrando talvez maio adentro. Esse cenário combina com o cenário overbought identificado por mim no % de papéis acima da MM50. A sazonalidade, também.

Nota: Depois que encerrei posição em Telesp PN em 02/04, o papel só caiu. Fundamentalistas ortodoxos dizem que é impossível fazer isso com consistência.
Nota2: Naz Composite continua sem confirmar o eventual "double bottom" no semanal. No entanto, lembro que semanais só devem ser levados a sério nos finais de semana...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Covered Calls?! No! Not again!

Dando sequência à postagem anterior, por coincidência, recebi um junk mail a respeito de um curso de opções pela bagatela de R$520.

O autor do email ("Aprenda a lucrar nesse mercado") cita como exemplo uma operação de venda coberta (financiamento) de Vale, rendendo 3,9% em 3 semanas e proteção de downside estimado em 12%. Que fantástico, não?! Descobrimos a fórmula do enriquecimento! Imaginem capitalizar esses ganhos por 5 anos com um investimento inicial de R$200k. Eu estaria sentado em cima de uma grande bufunfa no final desse período. E por que não se enriquece fazendo isso? Porque o mercado está em constante mutação. E a própria manada ao assimilar padrões, cria desequilíbrios e impede a sua ocorrência. Os ignorantes acham que existe um Deus Mercado ou uma conspiração de big players sacaneando todos nós.

O junk email que recebi apenas reforça minha convicção de que o risco das vendas cobertas já passou de seu ponto de inflexão. A operação é totalmente vencedora sempre que o caboclo não é exercido. E o papel estaciona acima do preço garantido pelo prêmio recebido. Se o ativo-base subiu, sem exercício no vencimento, a operação também funcionou (de certa maneira) [pois a VC revelou-se desnecessária]. A maioria que me lê, claro, irá discordar por achar que "vender coberto" é melhor que ficar "sem proteção", especialmente agora. No problem. Nunca me senti à vontade nos braços do povo. :)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Are You Afraid Of This Rally?

[Vou adiantar meu comentário do feriado...]

Procuro ser um atento observador dos ambientes. Nas minhas andanças virtuais anônimas tenho percebido muitos entusiastas da operação de venda coberta (covered call) [VC], principalmente em Petr PN e Vale PNA. Outros - que não conheciam a operação - estão "maravilhados". Ganhar um proteção adicional no downside no valor do prêmio é tudo que se deseja nesse momento. Ou não?

Engraçado como os maiores rallies encontram sempre o "público" bem reticente e escaldado. A boa aceitação recente da VC tem a ver com essa atitude. As pessoas apanharam muito no crash de outubro e desfilam agora seu estresse pós-traumático. No entanto, examinando technicals e sentimento, progressivamente estou pendendo mais para uma alavancagem que proteção via VC. Ou no mínimo, penso que os strikes vendidos deveriam convenientemente ser deslocados mais para "fora-do-dinheiro" (OTM).

Com relação aos technicals, para exemplificar, vejamos uma análise plain-vanilla do Naz Composite. Um padrão de "double bottom", meio poluído, está em vias de se materializar. E sendo conservador é possível imaginar targets na faixa 1800-1900. Claro que testes e retestes deverão ocorrer ao longo do caminho. Resumindo...semana que vem poderemos ter noção do verdadeiro potencial desse bear rally. Pelo grande giro em WS, Institucionais entraram firme hoje, justamente em uma véspera de feriado (lá também).