DISCLAIMER


DISCLAIMER: 1. The risk of trading equities and/or derivatives can be substantial. 2. Any decision to purchase or sell as a result of the opinions expressed in this blog will be the full responsability of the person authorizing such transaction. 3. Past performance is not indicative of future results.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Could We See A Peek-a-boo Breakout?!

Há duas semanas o mercado de equities (em Real) patina sem sair do lugar, exibindo uma sequência de overnight gaps como há muito não visto. Os gaps gerados inviabilizam entradas em operações do tipo swing e praticamente só asseguram boas chances de êxito em daytrades (argh!).
Presenciar tantas "janelas" logo abaixo de regiões de oferta não é algo lá muito reconfortante para quem carrega posições compradas. Tais regiões são mais nítidas nos EMs (emerging markets). O semanal acima* (em USD) mostra o sexto candle positivo próximo à região de maior oferta ("resistência"). E qualquer breakout intrasemanal acima de 45 circa será um convite quase irresistível a posições short de curto prazo (não curtíssimo).
A meu ver a chance de breakout nesses termos não é desprezível. O "público" permanece meio reticente com esse bear rally. E não me parece que tenham pulado dentro do barco dizendo "agora vai!"

* Nota: O chart acima está aberto e, portanto, o fechamento certamente irá diferir do retrato mostrado...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Words Of Wisdom From Larry Williams

"There is a big difference in the emotional state of the "public" and the "professionals" that I think one can measure through watching the entry and exit styles they are most apt to use...The key difference is the public (or almost always wrong) trader appears to be unduly influenced by opening prices. In fact, this relationship is so consistent that since 1969 I have advocated the use of opening prices for all market measures." (Larry Willliams, October, 1991 in Commodity Timing)

Larry Williams tem uma escrita agradável (rara em autores do gênero) combinando informações sobre trade systems e reminescências da sua prática. Pensei em escrever sobre o opening price porque confirmo por observação que o "público" é muito sensível a ele. O dia em que o Ibroxespa subiu mais de 4% - rompendo os 43k - foi amplamente tomado como positivo. Breakouts são de maneira típica recepcionados como sinal de força, independentemente de onde ocorram. O "público" ignora - ou esquece - que as grandes reversões recentes se iniciaram com preços de abertura bem diferentes do fechamento do pregão anterior (chamados gaps), sugerindo a profusão de "small traders" em ação. Vos digo que pensar no improvável é um hábito bastante salutar. E as melhores oportunidades virão de eventos improváveis (acontecimentos descontínuos). [Aprendi isso the hard way.] Não pensem que é possível destacar-se pensando como a maioria. A operação de Telesp PN é um bom exemplo recente disso. Era óbvio que um forte rally emergeria depois de uma headfake ("cabeça falsa") para baixo? Acho que não. Não era razoável supor que muitos estariam aguardando os 50,20 mencionados por mim? Sim...por isso não chegou lá. Fundamental, portanto, o acompanhamento dos technicals. E não acreditar que preços futuros possam ser previstos. Só há boa chance de acertar previsões enquanto perdurar o momentum de preços.

NYSE Comp. Index: My Name Is Overboughtness

Linha branca mostra o percentual de papéis na NYSE acima da MM50 dias.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Magic With Numbers And Tables


Desde o início de 2009 tenho presenciado o esforço de analistas em invocar dados históricos para justificar um viés bullish em anos imediatamente posteriores aos dos crashes. Não se requer qualquer capacidade intelectual nem criatividade para produzir um estudo desse tipo. Basta uma base de dados generosa.

O estudo do dshort acima é um pouquinho mais elaborado. Mostra que todas as vezes em que o P/L do S&P500 saiu do primeiro quintil e bateu no quarto, até hoje, nunca parou nele. Chegou ao quinto. O denominador é a média dos 10 últimos valores ajustados pela inflação.
Sempre haverá dezenas de argumentos a favor de um ou outro grupo. Quem tem razão? Apenas o futuro dirá. Só há uma maneira de amenizar as suas incertezas: acompanhar os technicals. Acompanhar significa possuir uma expectativa, mas nunca deixar que ela se sobreponha ao price action real.

sábado, 4 de abril de 2009

In April Fool's Month: New Exchange Fees!

No mês dos mentirosos a BMF/Brochespa pregou uma peça no segmento (mais rentável) dos investidores. Criou taxas de manutenção sobre valores em custódia em vigor a partir de maio (clique aqui). Os novos valores de taxas de negociação já valem a partir da próxima segunda. Livram-se da tunga os menos abastados, com quantias em custódia menores que R$300k (os chamados "não-qualificados"). Os "investidores qualificados" (denominados accredited investors, nos EUA) que pouco giram suas carteiras são o alvo preferencial do "olho gordo". Apesar de haver uma tabela regressiva de percentuais em função de valores crescentes, os montantes absolutos podem ser bem expressivos. Usando o simulador disponibilizado gentilmente pela BMF/Broxespa (clique aqui) é possível perceber o efeito tanto para quantias crescentes de custódia, como para giros financeiros maiores.

A consequência lógica dessa medida é um aumento de receita das bolsas de Pindorama. Ao mesmo tempo há um incentivo (indireto) a um maior giro nas carteiras, o que é benéfico para corretoras também. Provavelmente as que atrelam isenção de taxa de custódia a uma operação/mês continuarão matando no peito essa "taxa". E pode haver uma nova competição aberta nesse segmento de "esmolas".

O diagnóstico feito até aqui baseia-se na matemática e no bom-senso. Mas o que poderia estar por trás dessa mudança de cobrança por serviços de custódia? [Isso não será falado em nenhum outro lugar.] As receitas das corretoras e das bolsas com corretagem caíram sensivelmente. E essa é uma primeira medida paliativa para tentar recuperar parte das perdas. "Fact, como você sabe disso?" Meus caros, o comportamento das pessoas é imutável. Daí tudo o que tradicionalmente ocorre em bear markets repetir-se-á. As quedas abruptas de volume (giro financeiro) são características de ciclos de baixa. Não sou pessimista. Sou apenas um estudioso do comportamento do rebanho.

Citei primeira medida porque outras virão. E, conforme comentado outras vezes, a tendência ainda é o desaparecimento de alguns homebrokers e/ou fusão de outros. As maiores corretoras conseguirão desenvolver novos produtos (não-gratuitos) para o seus HBs, criando novas fontes de receita. Outras optarão pela segmentação mais nítida de clientes. As que ficarem inertes não sobreviverão ao urso.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Update: It Is A Trader's World

Dizem por aí que o "mark-to-market" levantou recentemente o moral dos players. Isso serve novamente para lembrar que "marcação a mercado" e transparência só servem em bull markets. Em bear markets quanto menos você souber melhor.

Tecnicamente falando - mesmo com o gap up de ontem - pouco mudou. Continuamos abaixo dos preços de outubro do ano passado. US markets não ultrapassaram as maiores regiões de oferta (leia-se, p.ex., 900 no SP500 e 8500 no DJIA). Enfim, não mudo de opinião. Conforme coloquei na seção de comentários há coisa de uma semana...não estou bullish. Só não estou bearish. O terreno me parece propício para os chamados swing traders. Com relação ao Ibroxespa, a área de maior oferta no CP fica por volta dos 45-45,5 k pts., um pouco acima do fechamento de hoje.

Não sei se passo a impressão de que sou um operador inveterado por postar com certa frequência. Mas vos digo o seguinte: no ano fiz duas operações (OC e OV) na Broxespa. Outra lembrança: segundas-feiras são, estatisticamente falando, tradicionais dias de perdas em Wall St. Esta informação está em um material "linkado" em uma postagem minha (vide marcador "big shots).

quinta-feira, 2 de abril de 2009

What Is It? Is It A Bubble?! Ruuuunnn!! - III

[Para ver a postagem anterior, clique aqui]

A probabilidade parece que está na maior parte do tempo do meu lado. À gritaria de estouro da bolha dos US Treasuries observada no final do ano passado e início deste, seguiu-se uma consolidação acima da região (seta azul) cujo atingimento pareceu-me improvável. E assim se verificou. No big picture não acho nem iminente um débaclê semelhante aos ocorridos nos anos de 94, 99 e 03.

Aproveitando o selloff medonho dos T-bonds no final de 2008, analistas (ponham nessa conta também Dr. Mark Faber) e fund managers quase unanimemente aderiram à Campanha "Treasuries R.I.P." Na ocasião uma conhecida revista especializada foi um dos cavaleiros do apocalipse (clique aqui). Ressalte-se que não questiono a existência de uma tendência parabólica em andamento, mesmo porque os fundamentals da economia norte-americana em nada contradizem essa idéia. Só que nos mercados as coisas só fazem sentido no loooongo prazo, que não se sabe exatamente onde fica.

Acima vê-se uma espécie de rounding bottom de curto prazo. Faz parte desse bottom um dia de ranges gigantes causado pelo anúncio de compra de US$1 tri em Treasuries pelo Federal Reserve.

Não confundam confiança com arrogância (rs). Esta tem a ver com a manutenção do viés de análise. Aquela, com a sua manutenção apesar do mercado nos dizer que estamos errados.