DISCLAIMER


DISCLAIMER: 1. The risk of trading equities and/or derivatives can be substantial. 2. Any decision to purchase or sell as a result of the opinions expressed in this blog will be the full responsability of the person authorizing such transaction. 3. Past performance is not indicative of future results.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Gold Trade Stopped Out...

Shit happens! Pra quem não reparou a operação vendida citada na postagem anterior foi iniciada em uma região de demanda (circa 1160). Por quê? Aggressive play. Operações desse naipe no daily chart devem ser monitoradas pelo intraday, porque a tolerância deve ser pequena. Se bulls tivessem se rendido  nesse ponto, gold tera se transformado na famosa falling knife. Não aconteceu. A estratégia de saída é sempre a mesma. Na última hora - a dos institucionals - bears não apareceram e saí da posição. Permanecer vendido nessa situação tem a probabilidade de sucesso inferior a de um cara-ou-coroa. Notem que fakeouts, como o mostrado acima, podem provocar um novo rally, estimulado pelo short covering. 
O cenário de equities para a semana que vem está meio contraditório. Isso deve ser objeto de comentário em outra postagem.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Silver And Gold Selloff?! No Shit!

Para incredulidade de alguns, iniciou-se uma correção nos metais preciosos, notadamente em prata e ouro. Isso não deve causar espécie aos leitores desse espaço que acompanharam as últimas postagens sobre o assunto. O grau de bullishness do público em torno do metal está forte e sedimentado no curto prazo, o que indica um selloff de repercussão que extrapolará a tendência terciária. No longo prazo ativos com lastro em coisas que não possam ser impressas ou criadas a partir do nada por bancos são safe havens. Só que no espaço de semanas/meses considerem-nos um mau investimento. Hoje passei para o lado dos gold bears e assumi posições vendidas em derivativos de ouro. Por questão de coerência, quando liquidar a posição informarei por aqui.
Devido a compromissos pessoais ainda estou impossibilitado de definir as datas da apresentação em SP. Na oportunidade revelarei alguns sinais característicos de fortes pontos de inflexão não só em technicals mas em indicadores contrários. Aprenderão também a reconhecer os "picaretas" e "aventureiros" do ramo, o que, em Pindorama, é fundamental. Note-se que esta parte não faz parte explícita do conteúdo do programa. hehehe


[1. O MFF é um sucesso. Apesar do track record favorável desde seu início, o número de assinaturas pelo Feedburner estagnou. Um blog cujo ênfase está em análise técnica de livre negociação, permeado por contrarian analysis, não deve ser popular. Os picos de acesso por aqui ocorrem em grandes retrações em equities. Daí não ser surpresa que o público, de maneira geral, possua habilidades de market timing às avessas.]
[2. Esses dias emails não poderão ser respondidos com a rapidez habitual. Motivo: viagem.]   

quarta-feira, 21 de julho de 2010

2 + 2 = 4...or 5...or 6

Nesse tempo de existência do MFF recebi pelo menos uns três emails de leitores que vociferavam sua incredulidade diante de movimentos discrepantes entre mercados que historicamente tem guardado alguma correlação negativa. Devo ressaltar, no entanto, que essa é uma área bastante dinâmica. Vejam, por exemplo, a curiosa correlação negativa que se estabeleceu entre o Dollar Index e equities em Wall St. até dezembro do ano passado. Como sói ocorrer, os que inicialmente percebem a estrutura do mercado lucram bastante. Quando tornou-se de domínio público essa associação inversa entre USD e SPX, ela desapareceu. E novas correlações se estabelecem em um ciclo interminável. Nas palavras de Mark Douglas, o mercado não tem fim nem início.
A correlação mais noticiada até recentemente foi a vista entre os metais preciosos (notadamente o ouro) e equities. Com relação ao nobre metal, quem me segue percebe que comecei a analisá-lo ano passado em uma época em que a mídia se ocupava de assuntos mais interessantes. Minha última postagem sobre ouro deixou claro meu desânimo em relação a posições compradas. Aquele padrão "cup-and-handle" se deformou pelo excesso de bullishness. A  segunda parte dele (a da "asa da xícara") parece ter se transformado em algo que fez lembrar uma "cunha de baixa". Curiosamente nessa mesma época o renomado analista Denis Gartman "previu" um movimento parabólico para o metal. Essa semana reapareceu na CNBC para dizer que havia falado uma "coisa estúpida".  Jamais pensem ser impossível presenciar um selloff no Euro e em metais preciosos ao mesmo tempo. 
Lembro que no final da década de 90 a mídia ignara em inúmeras ocasiões atribuía um selloff em equities a eventual alta no preço do Crude Oil na NYMEX. Hoje a mesma mídia  percebe exatamente o inverso! Acho que parte dos estudantes dos mercados tem mais a ganhar com o estudo do price action do ativo em foco que com elocubrações exageradas entre diferentes classes de ativos. Não há atalhos nem indicadores "infalíveis".

terça-feira, 20 de julho de 2010

A Day Does Not A Trend Make?

Na maioria das vezes, sim. Um dia não é capaz de produzir significativas mudanças nos technicals. Há exceções. O mercado bipolar visto este mês produziu hoje um dos dias mais interessantes depois do "flash crash". Produziu um outside day - quando o range do dia engloba todo o do dia anterior, com volume de acumulação. Note-se que não é de se esperar volumes expressivos em julho.

Indicadores de breadth como o Advance-Declines da NYSE têm mostrado divergência positiva, que hoje tornou-se mais pronunciada. Momentum de curto prazo em Treasuries  exibe certa deterioração. CBOE PC ratio continua em terreno levemente pessimista, o que é positivo para equities. Observo mais uma vez a semelhança de technicals e sentimento entre o momento e o final de fevereiro desse ano, que deu início a um expressivo rally. Uma hora esse comportamento bipolar se dissipará. Dada a confusão reinante entre os players, pode ser que ainda alguns dias sejam necessários para uma resolução da tendência. Em um mercado como esse o player mais prudente e o investidor comum não deveriam levantar um dedo. Trata-se de ambiente propício apenas para daytraders. Definitivamente...esse segundo semestre dará uma excelente oportunidade de ganhos, qualquer que seja a direção tomada por equities.

Long Term Volatility Way Too Low

"Low volatility begets high volatility. And vice-versa." A frase lapidar de John Bollinger nos ensina que o momento que merece mais atenção dos investidores é a fase de baixa volatilidade. A maioria deles, ao contrário, sente-se acomodada e segura nessas regiões. 

O conceito é intuitivo. Sem apelar para charts, chutem onde estava há um ano o Xinhua 25 (ticker FXI) negociado na NYSE. Hoje fechou em 39,07...(t-e-m-p-o)...bueno, em 20/07/2009 FXI fechou em 40,24. Nesse espaço de tempo estabeleceu um range máximo entre 35 e 45. Mas nos últimos seis meses espremeu-se entre 36 e 42. Em linhas gerais, esse é o comportamento de equities ligadas a países emergentes, o que deveria ligar o alerta para investidores de Pindorama. Definitivamente estamos em um mercado hostil a investidores principiantes e polianas.

[Como planejado semana passada, hoje "shortei" a abertura forte. A posição chegou a mostrar ganhos, mas fui estopado no breakeven no início da tarde. No meio da tarde, diante de nova fraqueza, montei nova posição vendida. Só que diante da resiliência do SPX em 1065, encerrei-a com ganho pequeno. Fiz bem, porque late-day rally levou preços próximo às máximas. Não se fica de costas pro caminhão das 15:00 ET em Wall St. No entanto...Bulls devem fazer bem mais que isso pra desmontar a perspectiva bearish...] 

sexta-feira, 16 de julho de 2010

First things first...Feel The Market.

Sentir a psicologia reinante do mercado é fundamental para operações de dias/semanas. Percebam como o price action em Wall St. alterna entre estados de sobrevenda e sobrecompra com rapidez chocante. Ou o trader assume posições no primeiro ou segundo dias das reversões ou não conseguirá mais, pois não tem havido pullbacks dentro da tendência terciária. Simplesmente desapareceram os retestes de resistências ou suportes rompidos. Isso é o que posso concluir das minhas observações. Vejo que algumas newsletters yankees ainda não acordaram para o fato. Talvez um reflexo da "dissonância cognitiva"...como se desdizer se há 3 dias assumiram posições compradas?
O rally iniciado no início de julho foi feito com sinais contraditórios. Alguns contrarian indicators assinalaram compra. Outros, não. Por isso, me abstive de assumir qualquer posição mais longa. De todos os sinais de que o ambiente ainda não parece ser propício para bulls em equities o mais forte parece vir do mercado de Treasuries. Aliás, note-se que a última postagem sobre esses ativos mostrou-se acertada semanas depois. 
Resumindo...com base no que foi explicado acima e na seção de comentários da postagem anterior, tenho razões para acreditar que um importante topo na tendência terciária foi feito. De maneira ideal deveria haver um pequeno gap up na segunda pela manhã pra obter melhores entradas em operação short. 
Há um tempo não falo sobre emerging markets. O Xinhua 25 (ticker FXI) mostra um price action que sugere que aquele mercado está em um divisor de águas. Da próxima mostro esse detalhe em um chart. 

Good Intraday * Doubtful Mid-Term * Bad LT

Esses dias estava pensando na pergunta mais idiota que é possível fazer em se tratando de mercados acionários. Elegi uma: "É hora de comprar ou vender?!" A todo momento pode ser hora de se fazer um ou ou outro ou não fazer nada. 

São 12:15 pelo horário de Brasília. US averages próximas das mínimas do dia. SPY em 107,88. A mínima em 107,57. Ficarei surpreso se esse nível de preço não for o mínimo do dia. Se estiver certo estamos diante de um bom ponto de compra intraday. Mas não mais que isso. É possível que se tenha um intraday bullish, ainda que em timeframes mais longos a situação seja um desastre para os taurinos.

Disclaimer: Essa postagem não é uma recomendação de compra, venda ou qualquer coisa.