DISCLAIMER


DISCLAIMER: 1. The risk of trading equities and/or derivatives can be substantial. 2. Any decision to purchase or sell as a result of the opinions expressed in this blog will be the full responsability of the person authorizing such transaction. 3. Past performance is not indicative of future results.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Fact Finder´s Take Before The Bell

Com essa ajuda providencial do governo chinês, hoje meu expediente termina mais cedo. Quando estou empenhado em alguma operação de curto prazo, costumo fazer um exercício mental para testar minhas habilidades. Não se trata exatamente de previsão, mas um plano de ação que me deixe mais preparado para pontos de entrada ou saída. Markets makers yankees procuram exagerar nas aberturas para capitalizar nas ordens dadas a mercado. Não vejo technicals que me façam acreditar que o céu vai cair. Daí imagino que a mínima de hoje se dê nas imediações da pequena linha de tendência azul. A ver.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

1,072 Overcome...Now What?

O que parecia ser simples levou três dias. Somente hoje bulls conseguiram efetuar um fechamento acima dos 1,072. O fundo do chart (vide elipse) me lembrou muito um padrão tipificado pelo technician Martin Pring. Volume não foi lá essas coisas, mas com preço não se discute. A LTB traçada no diário foi rompida também. Logo, pelo menos por enquanto, o desastre foi evitado. Mas a tarefa para bulls ainda continua inglória, já que várias regiões de forte congestão foram geradas na queda. Com pesado program trading à solta, recomendaria muito cuidado com operações compradas de curtíssimo prazo. Preços podem andar à velocidade da luz (para baixo, principalmente).

Uma curiosidade estatística fica para amanhã: Com notável consistência o dia de pregão anterior ao feriado do Dia do Presidente (President's Day) nos EUA tem levado uma chancela ursolina. Paguei pra ver e fiquei short no fechamento de hoje. A ver.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Successful Patterns Always Go Unnoticed

Price patterns são produto do inconsciente coletivo. Não se reproduzem a partir de ações voluntárias dos indivíduos participantes. Logo após o ponto 5 assinalado acima havia identificado a provável bearish wedge em andamento no iShares Pindorama. No entanto estávamos no auge da complacência e - como sói ocorrer - meus argumentos iriam cair em ouvidos moucos.

Today's Price Action Was A Rarity

Acredito que a maioria dos leitores tenha esperado um comentário no início da semana, depois dos pullbacks de segunda e terça-feira, que puseram um ponto de interrogação no selloff, até então inquestionável. Estes não me causaram espécie porque estava preparado para a combinação "sobrevenda + seasonals". Aliás, dois efeitos sazonais se juntaram na segunda-feira e possivelmente potencializaram o resultado.

O price action de ontem corrigiu a "anomalia" do início da semana, com selloff muito forte. Hoje esperar-se-ia um dia de reavaliação com pequeno trading range. A hipótese menos esperada por mim foi a que se viu hoje até as 14:00 ET (17:00 de Pindorama). Preços seguiam em momentum igual ao de ontem até área de demanda. No ponto de inflexão o que se viu foi a exaustão de vendedores, com o consequente rally de duas horas, levando price action até um pouco acima do fechamento de ontem (!?). O fechamento ocorreu na região que esperava, mas esse roller coaster foi algo improvável. Wow! :)

Chega de hindsight! Sentimento entre os retail investors está em níveis semelhantes aos de julho/09. Ou seja, pessimismo extremo desde o início do bull market em março/09. A meu ver, isso emperra a continuação do selloff por uns dias. Os fregueses mais agressivos podem tentar tirar uns trocados em operações compradas. Da minha parte, estou evitando as countertrend moves, que são extenuantes. Entendam o momento atual como um rollover no semanal. Ursolinos, p. ex., podem acordar nas áreas de 1072 ou nas vizinhanças da LTB que hoje passa em 1090 (e cada dia mais próxima). Pessoalmente me inclino pela segunda alternativa.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Additional Downside In Equities

Parece que o último fio de esperança se esvaiu hoje. Até ontem várias newsletters - a meu ver, de gente qualificada - agarravam-se ao wishful thinking de que preços chegariam próximos do topo recente. A título de curiosidade, segue abaixo uma publicada ontem (27/01):

"The daily S&P is at the 100 day moving average and a 50% Fib retracement.

The Dow is also at its up trendline support and 50% Fib level.

You also have had an ‘event’ pullback in the indicies because of the Bernanke risk and China

rate increase. You have 3 low range days at this support level.

Linda Bradford Raschke had a system that worked reasonably well which is called her IDNR4 system.

I tested it and it is one of her bestter systems.

The idea is wait for 3-4 low range days at support and buy on day 4-5 when the high of the

range is exceeded with a stop below the low of the range."


O sentimento do público em relação a preços passa por 3 fases distintas:

- 1a. fase: Preços revertem, mas o clima ainda é de pessimismo. Qualquer retração (no caso de rallies) é vista com temor por comprados;

- 2a. fase: Superada a fase do medo, as pessoas passam a se sentir confortáveis com a tendência em curso;

- 3a. fase: O clima de conforto descamba para a complacência. Qualquer pullback soa como oportunidade de compra. E selloffs ainda são encarados com desdém. E o ciclo se repete.


O trecho da newsletter acima bem reflete esse clima de complacência ainda reinante. Apelou-se para a racionalização de um setup de compra, que, aliás, teria sido estopado hoje. Até meados desse mês tínhamos pullbacks que eram revertidos imediatamente com fortes rallies. A transição deu-se de maneira abrupta e agora parece que o price action flerta pacificamente com níveis de sobrevenda. Essa mudança abrupta é característica de preços livremente negociados. Estes seguem um distribuição de preços leptocúrtica ( e não "normal"), ao contrário do que supõe o vulgo. Infelizmente nosso cérebro tem dificuldade em assimilar esses tipos de transições drásticas. Technicians neófitos aguardam pivôs de baixa nos gráficos diários que não aparecerão.

A retração em curso está longe de acabar. O nível de volatilidade de médio prazo ainda está em valores historicamente baixos. E é quase palpável uma retração média de 6 a 8%, a partir dos níveis atuais, nas médias yankees. Que não me escutem Nicholas Taleb e Benjamin Graham. :)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Interview With Nassim Taleb

Um trio de traders - dentre eles, N. Taleb - entrou para o Hall Of Fame ao shortar o mercado naquele dia fatídico de outubro de 1987. Façanha análoga à de Livermore no Crash de 30 e de John Paulson em 2008. A entrevista em consideração (clique aqui) traz um pouco da biografia do notável personagem. Dado o conteúdo relativamente extenso para a atenção fugaz dos visitantes*, selecionei o seu trecho mais relevante (do meu ponto de vista):

"L.G.: But you know what the markets are doing.


N.N.T.: Same thing with the markets. I don't know what they're doing at any point in time except when they do a lot—because your brain cannot distinguish between small and big. We have so much evidence of that. Some events have massive consequences, and you should look at them. But if you look at the Dow and it moves a little, it's not even statistically significant, you cannot see it without some emotional reaction and some theorizing. So you want to theorize as little as possible. But today, I am interested in the market, because the euro had the biggest move in a long time. Today, I'm concerned. The euro moved a lot.

L.G.: Downward.

N.N.T.: Yeah, and I'm interested—so today it's information. When something is moving barely, it's not information. If you were to read the newspaper account of things, the discussion should be, because of the size of the move today, a billion times longer than the discussion you get on a regular day. It moved 3 cents. To $1.50-something. That is worth discussing when it happens once a year in the euro. If the stock market crashes, that's information. If it moves five points, it's not. So when you listen to radio, they're going to tell you in the same-length program whether it moved five points, or 23 percent. And the lengths of newspapers should be in proportion to the importance of the facts—and they're not.
..."

Ao contrário de Taleb, ainda não cheguei ao extremo de me alijar da leitura de jornais, revistas et alli. Nas rodas sociais precisamos parecer o mais normal possível. Mesmo entre supostos investidores, não convém falar, por exemplo, que a Bolsa de Pindorama é uma instituição voltada para fora do país. Melhor falar daquela bunduda do Big Brother ou do personagem de José Mayer na novela das oito.

Com relação à parte sublinhada do excerpt acima, talvez agora tenha ficado claro por que dezembro passado foi o mês em que foi produzido o menor número de postagens de 2009. Se o price action não produziu nada, digamos...noteworthy, provavelmente mais dias passarei longe do Blogger.com. Essa não é uma tendência de outros blogs e sites comerciais**, que são obrigados a produzir conteúdo independentemente do price action.

Taleb me passa a idéia de certa intolerância com a mediocridade. Note-se que antes de assumir a conhecida conotação pejorativa esse conceito tem significado meramente estatístico. Optei por me entreter com ela, mormente naqueles momentos em que fatos de suposta grande repercussão nos mercados são propagados à velocidade da luz (taxação de ADRs brasileiros, débâcle do Dubai World...). E passado um ou dois dias, preços retomam a tendência anterior. Por que isso acontece? Bem, não vou encompridar esse texto. Depois escrevo um pouco mais a respeito.

* Perceberam a ironia? :D
** "Podia comentar Merposa PN?"; "Fulano, comprei Merposa PN na sexta. Estopo agora ou espero quicar?"

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Fact Finder Did It (Again)


Dá gosto ver que meu TS emitiu sinais pontuais de maneira correta desde o início do ano. Quem acompanha o MFF pôde se antecipar ao seguintes momentos, em ordem cronológica: