DISCLAIMER


DISCLAIMER: 1. The risk of trading equities and/or derivatives can be substantial. 2. Any decision to purchase or sell as a result of the opinions expressed in this blog will be the full responsability of the person authorizing such transaction. 3. Past performance is not indicative of future results.

sábado, 30 de agosto de 2008

Candlestick Quizz

Os votantes disseram "não" por larga margem (8 a 3). Temo, no entanto, que a maioria o tenha feito por motivos diversos, sem exatamente compreender a abrangência da pergunta. Eliminei a maioria dos sinais gráficos. Mas houve quem procurasse mais dados - maliciosamente omitidos? - para responder à enquete e/ou analisasse uma operação de compra (!?)

Classificação de padrões de candle não depende de linhas de S/R, níveis de acumulação, etc. Conceitualmente um "engolfo de baixa" só aparece em uma uptrend. Não há como pensar em padrão de reversão se não há o que reverter, como no caso acima. Embora o candle mostrado seja bearish, é incorreto se falar em "engolfo" strictu sensu.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

RTP: Textbook Reversal Pattern Worked!

Como se supunha, o "fundo em ilha" mostrou-se efetivo. Uma operação comprada poderia ter se iniciado - para quem acompanha RTP - no pequeno throwback, já esperado. O target mais natural situa-se em torno de 410, aproveitando a convergência de trendlines (l. tracejadas) e o estado de sobrecompra crescente (vide Stochastics ao fundo).

Observem que vários elementos gráficos no ativo em estudo e em outros geralmente se combinam para reforçar sinais. Qualquer technician mais afoito poderia ter interpretado os vários gaps feitos na queda como padrões típicos de reversão e ter sido "estopado" ladeira abaixo.

Fear Is In The Air

Artigo do Infomoney publicado ontem às 19:20 - "Análise Técnica: possíveis repiques não anulam forte leitura de baixa do Ibovespa" - espelha fielmente o comentário feito abaixo. No mundo dos gurus das corretoras impera um ambiente de desconforto diante do cenário técnico. Os mesmos que estavam confiantes aos 73-74 mil pontos agora estão insistentemente preocupados.
Um bom sinal para os short-term bulls. :)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Common Sense Breeds Mediocrity

Aquela antiga propaganda de um biscoito dizia que não se sabia se era fresquinho porque vendia mais ou vendia mais porque era fresquinho. Dilema análogo existe nos mercados.

Food for thought: Uma reação do price action a determinada região é medíocre porque é de domínio público ou é de domínio público porque é medíocre?

Vejamos o outro lado da moeda. A queda a partir do topo histórico do Ibovespa foi intensa porque se apresentou totalmente contrária ao senso comum. Polianas achavam que os preços só iriam decolar mesmo depois do investment grade. Technicians compradores inveterados de breakout se estabelecem confortavelmente acima dos 66 k, topo anterior. Fundamentalistas que cultuam o último balanço trimestral não viam motivos para vender. Voilá! Pow!

Amplamente esperada foi a chegada do Ibovespa aos 53 k, único suporte visível. À medida que a região se aproxima, grande parte do mercado começa a se articular. Posições defensivas são desmontadas, etc. e tal. Locadores de papéis começam a recomprar. O sentimento de mal-estar e rebordosa ainda são reinantes, no entanto. O price action ainda é errático porque qualquer ganho é rapidamente realizado ("I am winner!!"). Muitos perdem dinheiro ao achar que "agora vai". E se perdem em ativos com movimentos quase aleatórios de um dia para o outro. Comprar um fundo é bem mais complicado que vender um topo. É provável que a partir dessa região no Ibovespa saia alguma oportunidade de compra para timeframes curtos. Mas a própria grande previsibilidade da subida acaba com a possibilidade de que se crie momentum significativo.

domingo, 24 de agosto de 2008

Put Your Money Where Your Mouth Is

Responda rápido: qual é o líder da série C do Campeonato Brasileiro de futebol? Não sabe? E quantos ganhadores houve no último concurso da Mega-Sena? Não lembra? Natural. O cérebro retém as informações relevantes e descarta as demais.

Uma outra pergunta: qual o empenho que um analista mostrará se menos que 5% de seu patrimônio pessoal está vinculado àquele ativo? Um, dois ou três por cento é relevante? Curioso como o fato dos analistas não participarem com parte significativa de seus patrimônios pessoais é visto como condição necessária de lisura e imparcialidade na análise e não como ingrediente subliminar de omissão e desleixo. À medida que mais newsletters orientam-se a prazos de investimento mais curtos, não deixa de ser um contra-senso. Essa discussão deveria ser reaberta pela CVM.

Alguém poderia me perguntar: "Mas, Fact, se o camarada possui grandes posições de seu patrimônio ele não pode assumir a outra ponta da recomendação dele?" Pode, mas deveria deixar isso oficialmente registrado perante a CVM. E, na terceira vez, que isso ocorresse teria, p. ex., um processo administrativo aberto para apuração de responsabilidades. Razoável, não? Como o sujeito faz 3 recomendações de compra em três épocas diferentes e dias depois vende essas ações de seu potfolio pessoal? Essa sistemática seria bem mais eficiente que a atual.

Pensei em escrever sobre esse assunto quando há uma semana vi uma newsletter de top picks do mês da Corretora Paulista "Sonabo" (nome fantasia). Depois de um selloff horrendo de Petrobrás e de um rally (compreensivo) dos ativos do setor elétrico, o analista recomendou o quê? Bingo! Venda de PETR PN e compra de CMIG PN. Só pude imaginar que o aprendiz de Livermore realmente não tem mais de 5% seus na reta. A dor do dinheiro perdido é o maior dos nossos professores. Dias depois, o inevitável ocorreu: papéis de elétricas cederam e as de energia se recuperaram. A newsletter, mais uma vez, irá "performar" pior que o Ibovespa esse mês. E la nave va...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Short-Term Perspective For Rio Tinto

[Fiel ao princípio de não comentar papéis negociados na Broxespa, a fim de não levantar animosidades entre os leitores, sigo comentando o ADR de Rio Tinto (ticker RTP na NYSE).]

Esses dias li um post do Sandor do Giuoco Piano Trading em que ele comenta a dificuldade de se aferir a eficácia dos métodos de technicians porque cada operação parece passar por um processo decisório ad hoc. O estudo dos padrões gráficos joga mais lenha nessa fogueira ao não definir exatamente os requisitos mínimos que formações deveriam obedecer para se chamar X ou Y.

Certas formações despertam tanto fetichismo nos ATs que praticamente desapareceram dos charts de hoje. Exemplo: Me mostrem um head&shoulders (normal ou invertido) ou sombra dele que tenha se formado em algum daily chart de ativo na Broxespa. A dificuldade da ocorrência se deve ao fato de que são tão seguidos que a interação entre os players o distorce.

As formações "em ilha" são menos badaladas porque são mais raras por aqui. Ainda assim quando comentadas são mal classificadas. Para o AT menos exigente qualquer aglomeração de preços que esteja isolada nos extremos por gaps é uma "ilha". Chamar João de José traz como conseqüência uma maior imprevisibilidade estatística. Esse é o problema.

No chart acima podemos dizer que a formação preenche alguns requisitos mínimos de um island bottom: longo selloff até suportes reconhecidos (em timeframes maiores), gaps up e down situados mais ou menos no mesmo nível de preços, redução de volumes (não mostrada) e ausência de LTBs próximas.

"Ok, Fact! Você compraria Rio Tinto agora!?" Ainda não, buddie. Segundo Bulkowsky, há 70% de chance de throwback. Portanto, é de se esperar um recuo bem comportado dos preços. O outro lado da moeda é examinar o potencial de alta, mas esse é um outro assunto, que fica pra outro dia. Acredito que não estejamos diante de muita coisa. Um dead-cat bounce, talvez.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Twins

Acima, sobrepostos, estão representados o price action dos ADRs de duas gigantes do setor de mineração: Vale do Rio Doce (RIO) e Rio Tinto (RTP). Os papéis desta são negociados na London Stock Exchange. Mas possui ADRs na NYSE, assim como a Vale. Omiti de maneira proposital as legendas para mostrar que praticamente não fez diferença ao investidor se optou por um ou outro papel, já que as influências do setor pesam muito mais que os fatores específicos.

O price action de ambas é incrivelmente parecido. Estão sujeitas às mesmas grandes forças do mercado. São papéis de empresas maduras, analisadas 24 horas por dia por centenas de analistas de bancos, insiders e investidores ao redor do mundo. Daí, é altamente improvável que você, caro amigo, consiga lucrar com uma informação "quente" dessas empresas ou de qualquer outra big cap. No momento que você souber o que está acontecendo, a informação já terá sido precificada. Guarde sua visão "raio-X" para a análise de negócios daquela empresa small-cap, meio desconhecida, cujos papéis exibam uma meia dúzia de negócios/dia.