DISCLAIMER


DISCLAIMER: 1. The risk of trading equities and/or derivatives can be substantial. 2. Any decision to purchase or sell as a result of the opinions expressed in this blog will be the full responsability of the person authorizing such transaction. 3. Past performance is not indicative of future results.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

"Buy-the-dip" Mindset Was Really A Loser

I hit the nail on the head when I noted bullish badwagon was overcrowded (here

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

TED Spread...A Canary In The Coal Mine?

"Three line break" charts - much like PF charts - are less prone to whipsaws.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Market Principle Illustrated

The chart above shows why is so hard to short selloffs. Fear skyrockets fast.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

If Santa Fails To Call...


Hoje
pela manhã li um artigo de ontem abordando, mais uma vez, o tema do "rally de natal". As estatísticas de dezembro em Wall St. mostram que nos últimos 60 anos em aproximadamente 75% das vezes ações deram retornos positivos. Apenas para efeito de comparação a semana de Ação de Graças, em meados de novembro, foi a pior desde a década de 30, se não me engano. Curiosamente, esse outlier estatístico que veio com o peru parece não ter impactado os observadores do mercado. E, como um portador da doença de Alzheimer, voltam à cantilena dos padrões sazonais mais observados, sem a menor parcimônia.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

What Should We Look At Right Now?

A ação coordenada dos principais BCs  serviu de trigger para mais um desses rallies impressionantes, revertando tendência intermediária nas médias yankees. O que teria acontecido sem a intervenção deles? Nunca saberemos. Não é possível reproduzir o mesmo ambiente macroeconômico em dois momentos diferentes. Por isso, não se pode dizer que a atividade de investimento seja uma ciência em sentido estrito. A reprodução de eventos não é  possível. Bem, é só mais um food for thought. trader/especulador não deveria considerar seriamente  esse tipo de elucubração. É uma tremenda perda de tempo. 
Uma das minhas frases preferidas relacionada a equities é "It is what it is". Aqueles que acreditam em racionalidade no mercado acionário deveriam ser value investors. Reconheço que existe, sim, racionalidade no longo prazo. Mas onde ele fica? Realmente não sei. Pode ser daqui a 2 ou 3 ou mais anos. Conheço alguns value investors com amplo conhecimento teórico. E lhes garanto: a expectativa média de retorno de seus investimentos é inferior a esse período.
A racionalidade é um conceito muito limitado em ambientes de livre negociação. Mas há alguns parâmetros que devem ser examinados para que se tenha razoável convicção de que players atuam de maneira harmônica. Ocorreu-me escrever a respeito quando li uma postagem (aqui) de poucas horas atrás de Mike Shedlock. "Mish" - apesar da boa audiência diária - não me parece ser um analista que se possa chamar de mainstream. Long story short. Chama a atenção para a queda dos yields dos títulos franceses e italianos. [Bigcharts.com possui esses tickers.] Vos digo: qualquer rally em equities mundo afora só será sustentável se yields dos títulos desses países mostrar retração considerável. Não que equities não possam engrenar um rally, principalmente na ocorrência de um colossal short covering. [Apenas a título de informação, nesse momento grandes hedge funds continuam vendidos.] Mas fica o recado: movimentos pra cima ou pra baixo tendem a ser mais consistentes quando os tradicionais mercados intrinsecamente antagônicos falam a mesma língua.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Pay Heed To This (Unnoticed) Trendline - III

Violated supports turn into resistance areas. Believe me. It works. 

Another SPX Buy Signal Around The Corner?

Amazing! Another PF buy signal will be triggered at 1,260.
Brazil ETF shares are notoriously lagging in this rally.

DAX To Face Stiff ST Supply At 5,800 - Ops!

Reminder: Do not confuse tentative TL with long established ones.
Breakout is related to "CBs USD swap lines".

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Cognitive Dissonance: A Case Study - part II

Read first here. Bad technicians have always given TA a bad name.
Why everything fails when people are SURE it won't? 
A sequência de postagens sobre o assunto mostra cabalmente o efeito da dissonância cognitiva sobre a realidade. Participantes de um fórum invocaram sinais gráficos presentes no Dow Industrials que justificariam uma expectativa de reversão dos preços. No entanto, no mesmo momento, vários outros índices já exibiam claro rompimento da média móvel diária de 50 dias (50DMA). O resultado, visto acima, não deve ter trazido nem surpresa aos próprios autores das mensagens. Não é possível evitar a ocorrência da dissonância, apenas minimizá-la.  [Note-se que o mérito da eficiência de médias móveis como regiões de oferta e demanda não está aqui sendo examinado. Estatisticamente significativa ou não, essa premissa não chegou sequer a ser testada.]

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cognitive Dissonance: A Case Study - part I

IF moving averages are efficient demand areas...

...WHY the 50 DMA of the DJ Industrials is the ONLY ONE to be taken into account?!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pay Heed To This (Unnoticed) Trendline - I

Traders should ALWAYS pay attention to what goes unnoticed...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

There Is Only One Prerequisite

Durante o período em que mantive abertas as inscrições para a apresentação programada para o final do ano passado me deparei com uma questão fundamental. Qual seria o prerequisito para a inscrição? Para 99% de eventos similares, realizados às pencas, a condição necessária e suficiente é ter dinheiro para pagar o "investimento". Essa preocupação mereceu um slide à parte do material, no qual mostrava quatro fases do desenvolvimento das habilidades cognitivas. Aos que se encontrassem na inicial eu pouco poderia ajudar. Ainda que eu pudesse identificar a fase do aprendizado em que o inscrito se encontrava após alguns minutos de conversa, como poderia fazer com que ele próprio tivesse certeza de que eu estava certo? Bem, vou chegar lá.

Um amigo que havia se inscrito para a apresentação e com quem troco emails de vez em quando havia me confidenciado: "Fact, isso parece ser uma das coisas mais difíceis que já fiz na minha vida!" Coincidentemente mais ou menos na mesma época escutei algo similar em um webinar. [Sim, estudo e pesquiso fora dos horários de pregão, principalmente nos finais de semana] Subitamente cresceu em mim a sensação de que havia descoberto o gauge definitivo para aferir se o inscrito realmente teria capacidade de assimilar eficientemente vários conceitos novos e trabalhá-los posteriormente. O aluno ideal seria aquele que simplesmente confidenciasse para si mesmo: "Isso é simplesmente a coisa mais difícil que já tentei fazer na minha vida!" Period. O leitor do MFF que discorde dessa ideia estará classificado no primeiro estágio do aprendizado. E possivelmente encontrará conforto nos vários cursos realizados pela imensa massa de comerciantes e picaretas conhecidos do grande público. O leitor que acredita na eficiência de longo prazo de setups gráficos (IFR2, Joe Dinapoli et alli) e outras babaquices pode não saber mas está enquadrado nesse subgrupo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"The Market Is Not Like Life"

Hourly chart of SP futures.

A frase acima de autoria de Chris Hayden, Diretor da Directional Research and Trading, resume eficientemente por que a maioria das pessoas considera market timing algo impossível. A frustração em transitar por um universo na maior parte das vezes descontínuo provoca frequentes choques de dissonância cognitiva.

Vejam um exemplo rotineiro. A elipse em azul acima - vista na última sexta-feira - representa uma textbook bullish flag (em jargão pindorâmico, bandeira de alta típica de livros-textos). Qualquer estudante aplicado de TA estaria confiante em ter assumido posições compradas na pequena consolidação. Uma nova legup no hourly chart deveria ser o desenlace desse padrão, o que parece que não irá acontecer. Trata-se apenas de uma leve descontinuidade porque preços ainda fizeram um gapup na retomada dos negócios no emini futures, como se vê acima. Mas quem opera exclusivamente durante as horas normais de pregão já estará provavelmente debaixo d'água.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

What Is Cognitive Dissonance?

1o. episódio: Na primeira vez que sentei no banco do motorista de um carro de Auto-Escola o instrutor me olhou e perguntou: "Você dirige?" Disse que sim. Torceu a cara. Tempo depois me confessou que sempre fazia essa mesma pergunta porque preferia alunos sem qualquer experiência de direção. A explicação é intuitiva: uma vez adquiridos os vícios no modo de dirigir é muito difícil de se livrar deles. Faz sentido. Aliás, muito sentido. Pode ser que o  aluno com alguma experiência reprima seus vícios na presença do instrutor. Mas é quase certo que volte a praticá-los na ausência dele. Embora se apresentem razões para adotar ou evitar certos comportamento na direção de veículos automotores.

2o. episódio: No final de julho tomando um chopp com um amigo investidor de viés fundamentalista, sugeri que adquirisse o hábito de fazer lançamentos cobertos "fora-do-dinheiro" em um papel que respondia por grande parte de sua carteira. Tratava-se de uma empresa líder em seu segmento com grande parte de suas receitas espalhada pelo mundo. Naquele momento disse-lhe que seria conveniente adotar algum hedge contra quedas. O seu principal receio - pelo que me pareceu - era o de ser exercido e "deixar o dinheiro na mesa", como dizem os yankees. Até então, não sabia que o resultado trimestral seria liberado no próximo dia útil. Veio abaixo do esperado. E o papel levou no queixo, caindo sem parar. Fez um fundo em 01/10, junto com o broad market, mas continua até a presente data razoavelmente abaixo do ponto visto no momento de nossa conversa. Dias depois de nosso encontro perguntei se ele havia feito o lançamento coberto. Respondeu-me que não.

Conclusão: As pessoas (investidores, no caso) sempre seguirão as suas convicções (boas ou ruins). Na maior parte das vezes podem parecer solicitar uma opinião. Mas isso é falso. Apenas levarão em conta os argumentos do interlocutor que sejam coincidentes com a sua. Descartarão principalmente os argumentos que estejam em conflito com suas deliberações anteriores. Trata-se de um inconsciente mecanismo de defesa com o propósito de minimizar o desconforto de ter que conviver com duas ideias contraditórias (dissonância cognitiva). Por isso, uma das coisas que deixei de fazer há muito tempo é emitir opiniões sobre mercados de renda variável a amigos ou conhecidos. Abro apenas uma exceção, assim como aquele instrutor da Auto-Escola do primeiro episódio: o consulente não deve saber nada sobre mercados e nem possuir qualquer experiência prévia. Apenas nessa condição, levará em consideração o que, porventura, tenha a lhe dizer. A maioria dos investidores, mesmo com pequena experiência e sem resultados consistentes, se acha "acima da média". Voltarei a esse assunto específico em outra postagem.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Portfolio Return In October '11

No trades between Oct. 1st and 15th => Loss relative to SPX = 3.8%

Time To Catch A Falling Knife!

Hourly chart of Gold ETF serves as a proxy of all open positions.

We are taught not to catch a falling knife...

sábado, 29 de outubro de 2011

RSI2, Joe Dinapoli Or "Dunninghan"?


Às vezes vago por sítios e fóruns em busca de gauges de sentimento. Os fóruns mais populares refletem melhor a índole do dumb money. Um dos mais conhecidos popularizou a conhecida estratégia chamada aqui em Pindorama de IFR2. Logo em seguida surgiu o IFR2 aprimorado. Uma vez esgotadas as possibilidades comerciais da novidade, o mesmo espaço passou a divulgar um diferente setup gráfico de autoria do conhecido trader Joe Dinapoli. Agora a bola da vez é um suposto "Dunninghan", do qual nunca ouvi falar. Amanhã, claro, os ávidos leitores poderão ter outra novidade. Assim como o coelho que nunca agarra a cenoura amarrada na ponta da vara de pesca, parte da audiência é mantida refém do próximo setup que será sempre "melhor" que seu antecessor. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

sábado, 22 de outubro de 2011

China & Brazil ETFs: Siamese Twins

Brazilian Economy Has No Savings to Prop Up Its Own Growth Without China.

Bullish, Bearish Or Neutral On The SPX?

Esperava que o SPX cash prosseguisse em trading range até dezembro. Parece que isso não irá se concretizar, pelo menos nas US averages. A premissa incorreta me custou uns pontinhos percentuais no stock game. No início do ano enviei uma newsletter às pessoas que haviam se inscrito para a minha apresentação no final do ano passado. Nela consta um breve estudo mostrando divergências  incomuns entre os índices de volatilidade e o price action. O sinal de perigo então mostrou-se eficaz.

Desta vez temos novas ocorrências do mesmo fenômeno, apesar do breakout do trading range 1120-1220 no SPX. Só que nenhuma situação é exatamente igual à outra. E não há nenhum sinal de que esse rally esteja com os dias contados. Os dias de alta mostram acumulação. E há ainda razoável ceticismo em relação a esse rally, se aferido por indicadores de sentimento. Portanto, dependendo do timeframe preferido, buying the dips nesse momento seria o mais indicado. Nas proximidades de 1260 o cenário deve ser reavaliado, principalmente se o nível dos índices de volatilidade não tiver cedido.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Shakeout Or Wearout?

Dias desses li uma pequena newsletter de um analista de viés-fundamentalista. O título era mais ou menos o dessa postagem. Com concisão típica da Língua Inglesa o autor resumiu em duas palavras uma das duas maneiras que eu, você e todos acumulamos perdas. Não chegou a entrar no assunto em si. Então permitam-me abordá-las:

SHAKEOUT: Você tem quase certeza de que o ativo seguirá em uma direção e, por isso, assume sua posição (comprada ou vendida). Contudo, sem mais nem menos, em vez de fazer o zig, o papel faz zag. Você, incrédulo, zera com perdas sua posição no pior momento possível. Enquanto você ainda lambe a ferida, o papel faz meia-volta e dispara na direção que se supunha. A essas alturas, você simplesmente está psicologicamente destruído para assumir a mesma posição da qual acabou de se livrar.

WEAROUT: O papel desenha aquele padrão que você aprendeu no cursinho do fórum do "Fecha-fora-fecha-dentro", p.ex. Aguarda-se o mesmo desenlace do livro ou do slide. Só que o ativo parece fazer algo estranho e você acaba questionando a validade do padrão. Vários ativos mostram força, menos o seu. De tanto esperar você é vencido pelo cansaço. Acaba zerando sua posição e segue adiante. Não muito tempo depois você sabe por terceiros que aquele mesmo papel disparou.

A pergunta natural é: Como minimizar esses tipos de infortúnios? Muitos devem dizer que é adotando um setup confiável. O dogma do setup é muito interessante porque podemos sempre atribuir perdas à sua falta de confiabilidade. Poucos compreendem que o setup gráfico só será eficaz se a estrutura de preços assim permitir. Em outras palavras, qualquer setup que você inventar em seus devaneios será eficaz em algum momento. No entanto, são vendidos como a solução dos seus problemas, porque as pessoas esperam regrazinhas fáceis de serem seguidas. 

O meio mais eficaz para evitar o encontro frequente com a dupla shakeout/wearout é meramente comportamental. O pragmatismo é ferramenta essencial do especulador. Se é muito bom pra ser verdade melhor acreditar que é mentira. Se é óbvio para você acredite que o é para a maior parte do mercado. Os pontos de entrada e saída mais seguros serão quase sempre aqueles insuspeitos. Não compre breakouts e não "shorte" selloffs. Na maior parte das vezes a transição de regiões de baixa volatilidade para as de alta dependem de triggers (earnings surprise, economic numbers, etc.). Easier said than done, huh? Esses padrões de comportamento (mindset) requer boas doses de experiência e disciplina. 

domingo, 16 de outubro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Firestorm Over a Trader Interview



Desnecessário dizer que a entrevista acima causou furor na blogosfera e nas redes sociais. A reação da âncora  do programa não é nada menos que cômica. Neste episódio há ingredientes típicos de um filme do grupo britânico Monty Python. Não se sabe como Mr. Rastani, um trader independente, foi parar em um programa da BBC de grande audiência em vários países. Segundo se descobriu posteriormente, trata-se de profissional sem qualquer track record conhecido e possuidor de baixo volume de recursos. Poucos perceberam que o que se viu foi uma tacada de um expoente do marketing digital: Ao fazer uma chocante previsão, de extensa abrangência, gerou um pico sem precedentes no número de acessos ao seu blog e de assinantes de seu serviço de alertas em tempo real. E provavelmente ainda recebeu centenas de mensagens de agradecimento em seu endereço de email. 

Disclaimer: Qualquer semelhança com gurus e fatos corriqueiros vistos em fóruns e sítios financeiros de Pindorama terá sido mera coincidência.

sábado, 24 de setembro de 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fact Finder Leaves Goldbugs In The DUST!


Way too good for an overnight trade...time to sell!

Plan The Trade And Trade The Plan

No position can account for more than 25% of portfolio.
Plan the trade...
...but learn to trade the plan. 
Sudden bullish sentiment toward gold mining stocks! Last gasp?

Faz alguns anos que escrevi sobre previsões no MFF (aqui). Via de regra, por trás de cada uma delas esconde-se um comerciante, um picareta ou um fake trader. Premissas, por outro lado, não se confundem com previsões. Aquelas estão baseadas em dados que confiram ao operador algum edge estatístico. E, portanto, não há garantia de que transcorram como previsto. Um bom exemplo de premissa frustrada foi a que ocorreu no stock game este mês (vide figura). No início de setembro esperava que precious metals fizessem seu último rally a partir da segunda metade do mês. Só que o price action foi continuamente minando minhas expectativas. O resultado impactou negativamente a rentabilidade até então obtida de quase 4%. Note-se, no entanto, que durante todo o mês  - até esta data - a performance tem sido superior à do SPX cash.

sábado, 17 de setembro de 2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Take The Bitter With The Sweet!

Stock games rules have forced me to open 3 silver-based positions...
Choppy price action took its toll... 
Textbook trade in a short ETF to make up for...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

domingo, 28 de agosto de 2011

The Correlation Illusion

Há somente uma maneira de se perder capital nominal, stricto sensu: Compre por um preço maior e venda por um menor. Inverta o raciocínio no caso de operações vendidas. Por outro lado, há várias maneiras de se consumir capital "psicológico". Uma delas é criar correlações imaginárias entre dois ativos durantetimeframe de operação. Observe-se que estudos de correlações de dois universos amostrais são estatísticas. Cite-se, p.ex., a forte correlação inversa que o S&P cash estabeleceu com o dollar Index durante a implementação do QE2. Não se deve extrapolar a natureza desses tipo de estudos. Extremamente vulnerável a essa tentação está um nicho de investidores que já adquiriu alguns conhecimentos básicos sobre price action. Certos traders/especuladores jamais desistem da busca pelo Holy Grail, ainda que sejam habitués deste blog.

Durante o subprime crash vários analistas de Wall St. chamaram a atenção para expressiva correlação positiva entre o price action de equities e o do Baltic Dry Index (BDI) [vide chart]. A consequência dessa propaganda fora óbvia: criaram-se séquitos de BDI followers nos meses que se seguiram. Muitos sequer sabiam de sua existência antes disso. Em setembro/10 escrevi "Fact Finder Always Ahead Of The Headlines". À mesma época vários BDI followers lotaram blogs e fóruns chamando atenção para o major selloff por que passava o BDI. Para alguns argumentei (em vão) que guardassem pragmatismo em relação a esse tipo de observações. Muito provavelmente grande parte dos que partilharam dessa mesma visão correlacional ficaram de fora do QE2 rally. Viram e sofreram com um esperado crash - anunciado pelo BDI - que nunca apareceu durante o segundo semestre de 2010. O desgaste do capital "psicológico" por ser mero expectador de um major rally é significativo. Normalmente a frustração é tão grande que o retail investor sente-se forçado a adotar uma das seguintes ações: ou compra o primeiro sinal de fraqueza, ainda que mínimo; ou segue sendo estopado em inúmeras operações vendidas. Mudam apenas os personagens. A estória é sempre a mesma. 


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

(Fake) Money On The Sidelines Again!

"Em paper trade os recursos são fictícios?" Sim. "É verdade que nesse tipo de situação o animus do operador é alterado?" Via de regra, sim, a menos que se possua uma metodologia consistente, sem drawdowns exagerados. "É verdade que é muito mais fácil "ganhar dinheiro" em simuladores que em operações reais?" Sim e não. É mais fácil ganhá-lo e perdê-lo também. Existe uma tendência inata do "treinando" em sucumbir à conhecida contabilidade mental (mental accounting). O estado de euforia decorrente de operações bem-sucedidas segue um crescendo até que quase todos os ganhos acumulados sejam devolvidos em pouquíssimas operações. Soa familiar, caro leitor?



Nessa postagem resolvi mostrar como a realocação dos pontos de stop losses evoluiu junto com o price action favorável. Percebam apenas que o entry point é o ponto nevrálgico da operação. O trade management, muito simples, até dispensa comentários. Idem em relação ao ponto de saída.