DISCLAIMER


DISCLAIMER: 1. The risk of trading equities and/or derivatives can be substantial. 2. Any decision to purchase or sell as a result of the opinions expressed in this blog will be the full responsability of the person authorizing such transaction. 3. Past performance is not indicative of future results.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

It Is The End of MFF As We Know It

Essa é a postagem de número 500. Nunca imaginei que essa aventura fosse tão longe. Depois de quase três anos, o conjunto de mensagens deixou um legado consistente. Leitores testemunharam uma maneira objetiva, baseada em perspectiva top-down de compreender os vários mercados de ativos e sua interrelação. Não houve plágio de setups gráficos, vendidos como a última novidade para "bater os mercados" ou opiniões omissas do tipo "amanhã-pode-cair-subir-ou-ficar-parado". Um market timing eficiente é o objetivo supremo dessa arte que é a análise técnica strictu sensu. Compre o pior ativo do melhor setor que ele muito provavelmente terá performance superior àquele que se destaca em setor pouco favorecido.
A proposta do blog sempre foi de difícil aceitação. Demandam-se experiência e reflexão por parte do leitor. A princípio, os conceitos ficaram (propositalmente) no ar porque o ser humano busca sempre a "zona de conforto". Ainda assim, explicações adicionais foram fornecidas mediante provocação na seção de comentários ou em email particular. Além disso, deixei claro que a maior parte do "conhecimento" proporcionado pelos gurus do mercado nacional é um embuste, sem resultado prático comprovado. Enfim, essa foi minha pequena contribuição a uma diminuta parcela de investidores que se identificou com uma abordagem abrangente, diferenciada e menos (ou nada) comercial. Enfim...obrigado pelo reconhecimento e até o próximo projeto (se houver). 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Time To Trim Exposure To EMs?

From the Series "Charts you see nowhere else"

domingo, 17 de outubro de 2010

Volatility Down Hard Today - part II


Esse é um followup da primeira postagem (aqui). Há alguns anos acompanho com interesse peculiar o comportamento dos principais índices de volatilidade. O VIX, popstar deles, não é o único, embora seja de longe o mais conhecido. De uns anos para cá, produtos como ETFs sobre índices futuros desses índices e opções têm se popularizado como instrumento de hedge de portfolios. No anacrônico mercado financeiro de Pindorama provavelmente só meus netos verão algo do gênero por aqui.

Voltando à vaca fria: No comentário anterior chamei a atenção para a queda brutal de circa 8% no VIX. Como sói ocorrer, expectativas extremas não se mantêm por muito tempo. E voilá! Após o one-day selloff VIX ensaiou uma pequena subida, até as médias, e retomou sua trajetória descendente. Essa escalada não impactou equities como esperado. O que isso quer dizer? Nada. Non-confirmations de curto prazo entre índices de volatilidade e respectivos gupos de ativos (underlying) não são uma ocorrência tão rara assim

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

30 Yr. Yields...Then And Now.

POSTAGEM DE 3 DIAS ATRÁS
HOJE
De maneira resumida essa é uma das diferenças entre minhas análises e as dos demais gurus de Pindorama. Resultados geralmente são vistos em questão de dias. Contudo, por enquanto, poucos prestam atenção, porquanto em rallies vigorosos todos sentem-se Warren Buffetts. Quando o sangue toma a rua devolvem tudo e mais um pouco. Juntam-se à legião de bull market geniuses, viram "investidores" como auto-consolo ou nunca mais aparecem com ordens na pedra. Quem compreende o ebb-and-flow dos preços não precisa culpar o acaso ou a bullshit du jour. Quando se está errado na maior parte das vezes é possível ler em tempo as sutis mensagens do price action. Afinal, shit happens. E quando se está certo? Saia pra pescar ou pro shopping. Por que será que quase nunca toquei no assunto stop losses nesse blog? :)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Selloff In Treasuries Is In The Cards?

Os fundamentalistas são responsáveis pelos maiores short squeezes dos mercados. Para quem ainda não se familiarizou com o termo...este se dá quando detentores de posições vendidas são obrigados a zerar suas posições diante da iminência de prejuízos crescentes. Essa zeração só pode ocorrer mediante recompra dos papéis. Muito improvável que o squeeze ocorra em uma blue chip, na qual o giro financeiro é sempre alto. E os vendidos estão muito longe de representar uma parcela significativa.

Fundamentalistas são cartesianos por excelência. Outro dia um amigo esteve em um Congresso de Value investors em São Paulo. E me disse que um dos palestrantes revelou que seu fundo possuía posições vendidas em papel de empresa cujo valuation era injustificado. Simples, não? É perfeitamente possível shortar ativos sobreavaliados, desde que os technicals e sentimento forneçam o devido respaldo. Ignorar esse fato é fonte de enormes prejuízos em potencial.

Dei essa volta toda para comentar que os Treasuries - qualquer que seja seu vencimento - estão relativamente sobreavaliados. Uma nota de 10 anos está pagando circa 2.40% a.a., enquanto o dividend yield do SPX não chega a 2% a.a. (hat tip to Robert Shiller). [EWZ - proxy do mercado de Pindorama -, 3.3% a.a.] Respeite-se sempre o momentum enquanto ele existir (clique aqui). Você nunca será esperto o suficiente para saber até onde vai. 

Gordon Gekko "Lite"

Às vezes me pergunto por que não me animei com os avatares de Mr. Cameron, como a maioria. Talvez esteja sendo acometido do banzo típico dos que envelhecem...Vejo mais fantasia em Labirinto com David Bowie, filme da década de 80, que naqueles recursos 3D. 

Tentando resgatar aquela fantasia e otimismo da época, pus-me a ver ontem a sequência de Wall Street de Oliver Stone. Como peça cinematográfica pareceu-me razoável. Como sequência, uma decepção. Em 1987 todos queriam ser Gordon Gekko. Os EUA conseguiram emergir milagrosamente de anos difíceis no início da década, época em que o exemplo de pujança econômica era o Japão. O otimismo das sociedades se irradia para todas as formas de arte. "Greed Is Good".

Em Money Never Sleeps há uma preocupação excessiva com a atitude politicamente correta. Torna-se cristalino o ressentimento que os americanos de classe média têm atualmente em relação aos mais afluentes de Wall St. Gekko, por vias transversas, acaba financiando as atividades de uma indústria de energia alternativa. Bud Fox (Charlie Sheen), um dos protagonistas da primeira versão, faz uma aparição patética em um coquetel (fora do contexto da trama). Enfim...ao final da sessão pareceu que assisti a uma hora e meia de propaganda eleitoral. O cast não contou sequer com uma atriz de seios fartos para prender minha atenção. Mr. Stone nunca foi adepto de confecção de trilogias. Espero que não o faça agora.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Volatility Indices Down Hard Today

A queda abrupta dos índices de volatilidade, hoje, em um dia em que o bond market esteve fechado e não deu o norte para o mercado de equities é incomum. Mais curioso que tenha havido uma forte diminuição na volatilidade geral sem que isso tivesse se traduzido em price action positivo. A queda de hoje foi praticamente equivalente à de toda a semana passada. As major averages terminaram praticamente inalteradas. Dado o contexto, me parece difícil acreditar em breakouts significativos esses dias. Ao contrário, seria normal esperar alguma retração em Wall St. 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

When Skeptics Will Turn Into Believers?

Minhas suspeitas se confirmaram. Zerei novamente no breakeven outra operação vendida. A entrada deu-se nos primeiros dias em que o SPX namorou os 1150. Um número maior de operações sem resultado ou pequeno prejuízo são inerentes a sistemas baseados em reversão. O price action de hoje em Wall St. foi extremamente bullish. Só que ao contrário do que se espera: não houve uma leitura agressivamente bullish por parte dos traders individuais de opções (?!) Simplesmente continuam não acreditando no que estão vendo. Enquanto houver céticos esse rally tem combustível

Acredito que o melhor mês de setembro tenha alguma influência no comportamento recente dos investidores. Há um outro fator notável: a associação que o ano de 2010 tem tido com 1939 em Wall St. Via de regra, as pessoas tendem infantilmente a projetar padrões onde não existem. Examinemos o seguinte silogismo: Se agosto (PIOR DESDE 2001) e setembro (MELHOR DESDE 1954) => outubro (...) 80% dos que me lêem preencheriam a lacuna com o verbete "RUIM", reproduzindo um padrão ziguezague que não existe. Digo-lhes que do ponto de vista estatístico, de uma amostragem de décadas, a perfomance de outubro não depende da de setembro. Investidores com formação em ciências exatas são mestres em projetar padrões inexistentes. Esse é um assunto interessante que faz parte do programa do evento de São Paulo*. O primeiro passo para se livrar do "linearismo mental" é reconhecer a sua existência.

* O banner inserido hoje remete a um site de armazenamento de arquivos. Essa é uma limitação do blogger, que não permite upload a não ser de imagens. Quaisquer dúvidas ou solicitações podem escrever para finder101@gmail.com ou fazer comentários na respectiva seção do blog.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Gold: Not A Short-Term Buy - II

CNN Money coverage speaks for itself. Followup of #1 (here)

domingo, 3 de outubro de 2010

U.S. Retail Investor Sentiment Caught Up To Price Action



A evolução dos dados de sentimento do mês de setembro entre os operadores de opções mostra dois momentos distintos: 

  • Momento 1: Nos primeiros dias do mês viu-se leitura intensa de bullishness, como comentado aqui. Ocorrência rara porque, via de regra, espera-se que ocorra depois de insistente rally e não no início dele. Esse disconnect price vs. sentiment é tão raro que abri a possibilidade de que estivesse em curso a melhor performance do price action no mês de setembro em Wall Street desde a década de 50, no caso do SPX (clique aqui). De tão atrevido, esse meu comentário não deve ter sido levado a sério. As pessoas só acreditam em obviedades;
  • Momento 2: De meados do mês de setembro pra cá essa tsunami de bullishness aos poucos foi perdendo intensidade, o que é absolutamente normal. Operadores começam a se beliscar. Aliás, caíram tão rápido na realidade que produziram dois dias de leitura pessimista (no chart acima só mostrei um), em níveis só vistos no início de maio, mesmo quando o mercado há dias já vinha derretendo na cara de todos (vide dias de forte pesssimismo de maio nas setas).


Conclusão: Apesar de não ter havido breakout definitivo dos 1150, já começo a desconfiar de que esse rally iniciado em setembro tenha ainda alguma sobrevida. [Trabalho com estatísticas e não com chutes ou wishful thinking]. Mau pra quem - como eu - possui posições vendidas. Os futuros yankees na segunda feira me darão o norte da ação. Essa semana deve haver uma resolução desse trading range em 1140-1150. Esse tipo de análise pontual de sentimento não pode ser aprendida na Internet nem em livros. Foi desenvolvida por mim após anos de observação. 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Number Of Visits As A Contrary Indicator

Engana-se quem pensa que nada ganho na edição e manutenção do MFF. Claro, o espaço serve-me prioritariamente como trading diary onde posso rever minhas análises na medida da evolução do price action. No entanto, ainda há outras utilidades que descobri ao longo do tempo.

O aplicativo de monitoramento de acessos me permite contá-los qualitativa e quantitativamente. É possível ver o tempo de duração de acesso e a cidade onde ocorreu, dentre outros detalhes. Tenho observado ao longo do curto período de existência do MFF que é possível associar o baixo número de acessos a uma tendência de complacência instalada no mercado acionário. E, de maneira análoga, os picos nesse número ocorrem em meio a correções. Uma recém-lançada ferramenta disponibiliza a emissão de alertas uma vez atingido um pré-determinado número de visitas. A título de curiosidade: por muito pouco o email de alarme não foi disparado no final de agosto. Por esses dias o scout anda bem abaixo da média, o que sugere certa complacência por parte dos leitores. Claro, isso não pode ser considerado alvissareiro para quem possui posições compradas. Esse sentimento de autossuficiência explica, em larga escala, a lentidão com que se computam os votos na enquete. Da minha parte, posso dizer que não costumo jogar fora bilhetes premiados de loteria. Assumi posições vendidas na tarde de hoje. O ETF Pindorama (ticker ETF), por exemplo, mostra convergência de vários fatores denunciando a existência de uma intensa área de oferta em circa 76. Quem for perspicaz perceberá que essa análise pode ser aplicada ao Ibroxespa. Mutatis mutandis, o mesmo se diga em relação ao SPX na área de 1150.

OBS: A enquete para a escolha da data da apresentação em São Paulo estará disponível por mais 9 dias. Meus esforços para a viabilização do evento nos dias escolhidos serão proporcionais ao número de votantes. 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

October May See A Volatility Spike


A maioria dos investidores aprende a decorar conceitos como se o mundo dos investimento fosse uma prova de cursinho pré-vestibular. Mas não sabe utilizá-los. Esse é apenas um dos indicadores contrários a serem abordados em São Paulo. No próximo final de semana os leitores e demais interessados poderão escolher a data mais apropriada para o evento em enquete no MFF.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Gold: Not A Short-Term Buy

Apesar do padrão bullish citado por mim na postagem anterior, há dois problemas que fazem diminuir o upside nesse momento: o grau de sobrecompra no daily e weekly charts. De positivo para bulls: a sazonalidade e um avanço pronunciado nos Treasuries. Historicamente essa correlação é relevante. No final das contas temos um cenário, nesse nível de preços, tendente a neutro no curto prazo. Outros fatores menores deveriam ser analisados, mas não acho que cheguem a influenciar essa minha nota neutral ao nobre metal no curto prazo.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Most Important Lesson: Learn How To Avoid Losses

Ao longo dos anos tenho observado alguns hábitos presentes nos investidores que sempre perdem. Aí vão três: 
  • Adoram fóruns, onde tipicamente ninguém ganha consistentemente. 
  • São habitués de sítios de bullshit ("Amanhã pode subir, cair ou ficar parado..."; "Fiz uma mudança na estratégia IFR2 9.3...", etc.) 
  • E, acima de tudo, quando assumem determinada posição, têm "certeza" do futuro.
Lembro-me de uma frase de Larry Williams que diz esperar sempre que a posição recém-aberta seja perdedora. Amadores têm certeza de tudo. E nem se conformam quando a realidade lhes mostra que estão errados. Preços não mentem. Ocorreu-me escrever sobre isso ao abrir minha tela de quotes e ver hoje pela manhã que gold futures estavam alertando para uma subida forte. Justamente ontem alertei para o encerramento de minha posição vendida. Coincidência? Dificilmente. Aponto com razoável precisão pontos de inflexão como pode ser visto ao longo da existência do MFF. Se não a tivesse liquidado o resultado teria provocado mais estragos no ego que na conta bancária. Frequentemente sinto-me mais feliz ao evitar perdas que computar ganhos. O amador sempre olha para a possibilidade de ganho. Profissionais, para a chance de perda. Nesse momento gold confirma o desenlace de um padrão extremamente bullish que tenho observado amiúde nos últimos anos. Já observei algumas ocorrências em vários timeframes. Vou mostrar-lhes oportunamente na palestra e explicar a psicologia por trás desse padrão.

Quando se possui conhecimentos sobre o ebb-and-flow de preços, na maioria das vezes, é possível evitar desastres em qualquer timeframe. Mas se você apenas decora o balé dos preços, nomes de padrões de candles (engolfo, harami...) e outras excrescências a chance de você quebrar a cara é grande. Quando se possui entendimento de que no curto e médio prazo o price action é refém dos sentimentos predominantes dos mercados (medo e ganância), é possível administrar o risco em nível amplamente satisfatório.

Back To The Top Of The Range!


"Se você quiser aproveitar algum throwback em reação a esse incrível rally, não convém montar sua operação no primeiro dia de indecisão do mercado porque a tendência é que ocorra no mínimo um reteste no dia seguinte ou dois dias depois." Desde o dia dessa postagem não se viu um típico dia de indecisão. Pode-se dizer que houve algo próximo disso em apenas um dia. E só. Se você aproveitou o rally iniciado no primeiro dia de setembro, congrats. Sou adepto da sabedoria milenar: when in doubt stay out. Como sói ocorrer, são necessários dias de distribuição em região de oferta para se começar a pensar em posições vendidas, principalmente depois de um rally intenso como esse. Ou seja, essa semana parece ser excelente para botar em dia aquelas atividades que estavam sobrestadas...

Minha operação em derivativos de ouro foi encerrada hoje no breakeven. O price action do contrato contínuo encontrou a mínima (US$1241,60/oz.) acima da de sexta-feira (US$1237,00/oz.). A posição montada não era só direcional, mas também time-sensitive (theta). Portanto, Mr. Market tinha que pender a meu favor rapidamente. Não ocorreu o que esperava. E se amanhã ocorrer exatamente o que esperava hoje? Fazer o que, meus caros?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Gold Is Topping Out In The Short-Term

Parece que as acomodações com vistas ao vencimento já estão começando. O preço do nobre metal subiu em linha reta desde o início de agosto, como havia alertado na ocasião. Depois de igualar all-time highs (circa US$1.265/oz.) ontem, gold bugs não conseguiram sustentar preços nesses níveis. Acredito que nas proximidades do dia do vencimento esteja abaixo de US$1.220/oz. Assumi hoje pequena posição alavancada e vendida para liquidação no decorrer da semana que vem. E amanhã - se abrir próximo ao fechamento de hoje - devo reforçá-la. O rompimento (breakout) de US$1.250/oz., de agora em diante, me mostrará que estou errado.
Em São Paulo mostrarei a influência que as semanas de vencimento exercem sobre os preços à vista. A maioria dos investidores de pouca experiência atribui às semanas de vencimento poderes malévolos. Uma boa desculpa.

US Equities Are Climbing A "Wall Of Worry"?

Há minutos saiu o número de pedidos de seguro-desemprego nos EUA. A queda pela terceira semana seguida deu novo gás aos mercados futuros. [Na verdade essa é mais uma curiosidade.  Tergiversar sobre bullshits não faz parte da minha área de estudo.]

O sentimento em torno desse rally visto pelo ângulo dos volumes de EPCR/CBOE é algo sem precendentes pelo menos em 2010. Nesse período viram-se um grande rally (fev-abr/2010) e um apenas razoável (jul-ago/2010). O primeiro iniciou-se com um forte sentimento de reticência dos especuladores de opções. O segundo, nem tanto. Mas o atual que se iniciou no primeiro dia do mês mostra especuladores consistentemente confiantes. É um erro dizer que a manada está sempre errada. Na maior parte do tempo ela está certa. Diante desse quadro de aparente disconnect entre price action e sentimento dois desenlaces são possíveis: ou ocorre um sharp throwback ainda esse mês para construir o "wall of worry" ou estamos para presenciar o melhor mês de setembro desde a década de 50 em Wall St. Uma terceira alternativa que vejo com certo pragmatismo seria a ocorrência de algumas grandes operações de hedge em posições vendidas de grandes fundos.

sábado, 4 de setembro de 2010

Three Is The Charm!

Assim como na vida, sempre desconfiei de qualquer idéia que quisessem me enfiar goela abaixo. Em análise técnica, uma área empírica, essa atitude é fundamental. John Murphy, um dos mais renomados technicians, chama a atenção para a recorrência do número três nessa área. Embora ele não diga - infelizmente - a explicação é a seguinte: o ser humano tende a reagir racionalmente justamente na terceira ocorrência de um fenômeno. A primeira é novidade. A segunda chama a atenção para um possível padrão. Na terceira o ser humano está pronto para tirar proveito dele. A questão então passa a ser...se você reage igual a todo mundo, como você espera levantar sua cabeça acima da linha da mediocridade? Mas óbvio que essa não é tarefa fácil. Pensar "ao contrário" requer muito treinamento mental e disciplina. Vejam acima o papel do número "3" em importantes reversões do SPX do início do ano para cá. Por isso, se você quiser aproveitar algum throwback em reação a esse incrível rally, não convém montar sua operação no primeiro dia de indecisão do mercado porque a tendência é que ocorra no mínimo um reteste no dia seguinte ou dois dias depois. Isso se chama bom senso.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Which Trade Holds The Best Risk-Reward Now?


Investidores iniciantes têm por hábito buscar sempre as piores oportunidades. Deviam olhar     em outros tipos de asset classes. No momento as piores oportunidades, na minha opinião, em termos de risk-reward encontram-se em equities por conta de um cenário de sentimento confusoO price action encontra-se em grande área de congestão, bastante sensível aos economic numbers  das 08:30 ET, anunciados quase que diariamente. [Aliás, amanhã tem o non-farm payrolls.] Em segundo lugar vem o mercado de ouro, de lado, com nítida perda de momentum. Por esses dia meu bubblemeter sugere que o melhor custo-benefício está nos Treasuries (on the downside, claro). A ver. :)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

U.S. Retail Investors Are Oblivious To The News!

O investidor yankee de equities poucas vezes nesse ano esteve tão otimista quanto hoje. É como se estivesse alheio a todos os números econômicos que mostram um slowdown da economia norte-americana. Essa é a dedução que faço da análise dos dados da CBOE/EPCR que acabei de receber. No chart acima mostro com setas os cinco dias de 2010 em que operadores de opções estiveram mais otimimistas que hoje. Note-se que não observei uma leitura que pudesse ser chamada de capitulação nos últimos pregões. 

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Watch Those Tight Ranges In Equity Markets

Minha última postagem no TIB levou o nome Time to cover my shorts in equities (for now) (quarta-feira, dia 25/10). Cobrir posições vendidas significa zerá-las. Deixei claro que, por enquanto, não enxergava downside.  De lá para cá, o net movement dos mercados acionários foi insignificante, apesar da intensa volatilidade intraday. Coincidência? Pensem nisso.
Nos últimos dias ursolinos e taurinos têm duelado de maneira árdua no range 1.040-1.065 do SPX. Pra falar a verdade, a batalha tem se desenvolvido mais nitidamente no limite inferior do range. Hoje uma consolidação intraday bullish no meio da tarde foi interrompida quando bears emergiram com fúria e pela terceira vez testaram a convicção de compradores na região circa 1040.  
Percebo uma aparente contradição entre um noticiário pesadamente bearish, sem que isso desperte extremos de pânico nos especuladores de curto prazo em opções, como os vistos no final de maio e de junho. Não é bom sinal para quem espera o final desse selloff.
Hoje na newsletter que recebo ao final do dia o Editor de Chicago, IL aponta alguns technical benchmarks e o extremo pessimismo em pesquisas de opinião junto a investidores. A mesmo postura ele adotou em 29 de junho. Não funcionou. Será que dessa vez vai? :)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Shitty Analysis Never Dies

Antes de seguir adiante leia o artigo "Análise Técnica: Ibovespa reverte tendência ou segue desvalorização?" Depois dê uma olhada em uma de minhas postagens de maio de 2008 (clique aqui). De lá pra cá, parece que nada mudou. Prova disso é o artigo do primeiro link, que ganhou relevo em um sítio conhecido e muito visitado por investidores individuais. "Analistas técnicos" continuam sem sequer reconhecer zonas de oferta e demanda. Criam fantasias em torno de indicadores irrelevantes. E, no final, terminam com o tradicional "se-subir-busca-lá e se-cair-vai-direto-pra-ali". A pergunta que até hoje me faço é: Será que alguém consegue ganhar alguma coisa com esse lixo?

Meu track record recente é um pouco diferente:
  • Quem alertou para o iminente esmagamento de yields em meados de junho? (clique aqui) Faça uma busca na internet e veja se alguma análise dessa foi feita na época;
  • Quem alertou para uma provável reversão na tendência terciária do Ouro ainda no primeiro dia de agosto, quando o pessimismo nesse mercado era grande? (clique aqui
  • Por que continuo mostrando, com margem de erro mínima, os pontos de inflexão dos mercados, enquanto a maioria está sempre na contramão? (clique aqui)
Em resumo, se quiser saber o futuro saiba o que tenho a dizer. Por meio da leitura contrarian e interpretação correta do price action dos ativos é possível gerir o risco sistemático de maneira amplamente satisfatória. Por derradeiro, não confunda confiança com arrogância. :)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Fact Finder Is Now A Short-Term Bear

Dei uma última chance hoje aos taurinos para que me mostrassem disposição. Price action, no entanto, parece muito mais sensível a regiões de oferta que de hábito. Bulls precisariam levar SPX pra cima de 1090 com rapidez*. Vejam que ainda não mencionei breakdowns ou breakouts. Refiro-me tão somente à disposição de um dos dois times. Technicians ortodoxos reconhecem e gostam de obviedades (leia-se, rompimentos). Frequentemente Mr. Market colhe todos seus stop losses e depois põe preços na direção que então imaginavam. Praguejam o ambiente em lugar de procurar entendê-lo.

* Quer entender por que a expressão "com rapidez"? Em determinado dia explico. E repito até você entender. Se você decorar é porque não entendeu. :)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

"Dark-Cross" On The SPX Was A Big Loser!


As anotações feitas no chart acima foram objeto de postagem na época. Podem, portanto, ser verificadas. As áreas em amarelo são os pontos de entrada e saída de uma operação short que executei. Encerrei-a justamente um dia antes da ocorrência do mais famoso sinal bearish do mundo dos analistas técnicos de apostilas e cursinhos online. Quem acreditou no Holy Grail perdeu uma alta de 10% em julho/2010! Óbvio que muitos short-term players não ganharam um tostão nesse rally de julho por causa dessa "dark cross" (cruzamento das 50 e 200 DMA). Você não foi o único. :)
Por que o mais famoso sinal bearish não mostra consistência? Quer saber? 
Vemo-nos em Sampa na data a ser escolhida em futura enquete.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Spying On Berkshire Hathaway Moves...

Periodicamente fund-managers são obrigados a reportar suas 15 maiores posições à Securities Exchange Commission. Considerando o invejável track record de Mr. Buffett, natural que seus movimentos despertem a curiosidade de uma legião de investidores. Não estão sozinhos. O próprio renomado value investor Monish Pabrai possui boa parte da posição de seu fundo nos domínios do Oráculo de Omaha. Junto com ele fazem o mesmo milhares de small fund managers e clubes de investimento. No último trimestre a alocação mais significativa do Berkshire Hathaway (BRK/B) foi um reforço de 73% da posição anterior em Johnson & Johnson (JNJ). Vide métricas razoáveis no link. Uma alocação tipicamente defensiva à la Buffett. 
Recente motivo de chacota foi a revelação por parte dos gestores do Soros Fund Management de que se livraram da grande posição que tinham em uma empresa de energia de Pindorama. A política de investimento resistiu a todas débaclés recentes dos mercados financeiros (LTCM, crise asiática, Internet bubble, housing bubble et alli), mas sucumbiu à resiliência de uma quadrilha com alto grau de organização. Ouso dizer que foi uma das piores alocações dos dois filhos de Soros, que atualmente estão à frente da gestão do SFM. Foram vítimas das vertentes do risco sistemático e específico do papel ao mesmo tempo. No mais, continuam diminuindo a exposição do fundo ao mais famoso gold ETF (GLD), segundo trimestre seguido que fazem isso, por sinal. Aliás, realocação em linha com minhas análises (clique aqui).

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Weakness In Financials Goes Unnoticed

[Da Série "It Pays To Heed Fact Finder Charts"]

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Update On Trade Of Gold Derivatives

Operação foi liquidada ontem. Gapup em nova zona de oferta após superar 1200/oz., com volume reduzido (thin trade). Net worth positivo mesmo computado a perda do short trade anterior (clique aqui). Pouco a pouco minha expectativa bullish para a tendência terciária vai se materializando. Portanto, uma reentrada não está absolutamente descartada. Da minha experiência percebo que esse mercado é muito chegado a um  backing and filling. A pergunta que gostaria que fizessem, mas talvez tenham receio.
"Fact, e o cut losers and let winners run?" * 

Boa pergunta. O problema é que sou um adepto do chavão yankee "I want bang for my buck". Esses dias tenho sido capaz de acompanhar mais de perto os ticks**. Daí estou um pouco mais exigente que de hábito. Diante da iminência de um rally no USD Index, é razoável baixar minhas expectativas em relação a essa alta na tendência terciária do bullion. E ficaria surpreso se gold futures mostrassem até o final do ano o mesmo vigor visto no segundo semestre de 2009. O price action dos índices em Wall St. vem se deteriorando lentamente. Para os swing traders em equities talvez seja mais prudente aguardar os primeiros dias da semana de vencimento...

* leia-se, saia de posições perdedoras e mantenha as vencedoras.
** Não sou trader profissional. Nem possuo vínculo com instituições financeiras. Bom para vocês.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Emerging Markets: You Looked Before Jumping?!

[A postagem "checklist for an options trade" foi endereçado apenas aos que assinam as postagens. Daí ter sido retirada em seguida.]
EMERGING MARKETS: vide chart acima e post anterior (aqui). 

SPX: Diferentemente daquele guru que diz que "amanhã pode cair, subir ou ficar parado", prefiro dar algum viés. Só direi "não faço a mínima idéia" se meus parâmetros estiverem neutros. O selloff foi intenso em  Wall St. Tão intenso que acho difícil que continue amanhã e por alguns dias. SPX fechou em cima de ponto nevrálgico (1190) no curto prazo. Só que essa derretida veio em má hora, diante dos seasonals pouco favoráveis. Pode estar se iniciando um rollover preocupante para bulls no daily chart. Price action (Kill the quants!) está judiando de trading systems. Acho que muitos hoje viram seus ganhos zerados desde a última operação comprada.

GOLD: No contrato contínuo pelo segundo dia bulls defenderam a região de US$1190/oz. Como comentei no post "checklist for an options trade" apareceu também oferta pelo segundo dia na região US$1200-1205/oz. Ou seja, diante desse stalemate entre ursolinos e taurinos nada há a fazer. Fechamentos abaixo de US$1190/oz. começam a azedar o angu. E o nobre metal, nesse caso, pode oscilar em um trading range pelo próximos meses. Curiosidade: Reparam que ele não cedeu mesmo diante do forte rally no USD Index hoje? Observaram que a correção do metal iniciada em julho último ocorreu com USD Index declinante? Não pretendo inferir expectativas a partir disso. Só ressalto a importância do acompanhamento do price action do ativo em estudo.  Nele está embutida toda a expectativa do mercado. Não existem atalhos.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Bubblemeter © Copyright. All rights reserved.

Depois da China, agora bancos indianos solicitam permissão do Banco Central daquele país para recomprarem ouro de investidores, contribuindo para a liquidez do mercado secundário. Pelas regras atuais somente possuem autorização para operações de importação de ouro físico (bullion) feitas em consignação de joalheiros e varejistas (clique aqui). Maior liquidez significa maior prêmio. Estariam estabelecidos os pressupostos para a formação de uma bolha nesse mercado? Permitam-me continuar com digressões a esse respeito.

Primeiro...seria de bom alvitre definir o que pode ser chamado de bolha. Um technician diria que é consequência de um blowoff de longo prazo. Um fundamentalista, que é uma precificação irreal (valuation) de determinado ativo. Mas tenho uma pergunta: como se precifica um ativo que não paga dividendos ou cuja empresa não divulga balanços ou receitas? Enfim, como se precificam os metais preciosos? Qualquer método de valuation usado para esse fim não será nada mais que rocket science. Por essa razão acredito ser a primeira definição a melhor, mais abrangente.

Nessa seara de bolhas passei por alguns momentos esdrúxulos quando investidores de pouco tempo de janela me perguntavam se determinado mercado não seria uma bolha pronta para estourar. Minha resposta invariável era: "Se fosse realmente você não me perguntaria". Essa, portanto, é uma das regras basilares: a iminência de blowoffs não é de domínio público. Os mercados de metais preciosos estão muito longe de serem considerados  investimentos populares, mesmo em grandes países consumidores. Ainda há uma longa estrada a ser percorrida pelos agentes financeiros até que sintam demanda popular reprimida por produtos do gênero. Será que algum banco de varejo de Pindorama considera atualmente lançar um fundo lastreado em ouro ou platina?

No evento de São Paulo* pretendo mostrar uma metodologia desconcertantemente simples para medir o grau de participação e entusiasmo popular nos movimentos de ativos livremente negociados, a bubblemeter if you will. :) Essa ferramenta me permite afirmar que o topo do Crude Oil, em julho/2008, quase na casa dos US$150 representou o estouro de uma bolha. E serão passados alguns bons anos até que preços retornem a esses patamares, apesar de toda bullshit (bem racional, por sinal) de oferta e demanda dessa commodity que leio por aí.

* Compromissos pessoais têm me impedido de definir uma data. Brevemente lançarei nova enquete com novas datas possíveis.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Gold Showing Intraday Strength (Surprisingly)

Esperava que os primeiros minutos da trading session da semana em Gold mostrasse um pullback de alguma amplitude. Só que depois de cerca de uma hora e meia o price action sequer cedeu o suficiente para fechar o gapup de sexta-feira (1) e subiu para fechar o gapdown da abertura de hoje (2). O evento 2 era algo que não esperava. Na minha última postagem a respeito achei que conseguiria recomprar a posição anterior a preços menores. [Isso só teria sido possível por alguns minutos até agora] Nesse momento já não estou tão certo disso. Note-se que essa não é uma posição especulativa (clique aqui). Em altas vigorosas o technician perfeccionista agarrar-se-á às suas convicções. Esperará em vão que o mercado faça o que ele acha "correto" ou razoável. E muitas vezes deixará de embarcar em posições vencedoras (long ou short) porque acha que o mercado está "errado". Por isso,  I am back onboard the Gold train. Quem é mais esperto aprende com os erros alheios. Como não sou, aprendi com os meus. :)

Uma vez um fundamentalista disse que havia colocado uma ordem de compra de determinado ativo a 30,00. Comentei que essa OC tinha grande chance de não ser executada. E sugeri algo um pouco acima disso. Minha sugestão teria sido bem sucedida, já que technicals mostravam-se favoráveis. E ele nunca conseguiu comprar a 30, pois o papel subiu vigorosamente dias depois*. Restou-lhe praguejar o acaso. O orgulho não lhe permitiu pagar um pouco mais pelo ativo, então atraentemente precificado. Em suma, a sua habilidade de stock picking de nada adiantou nesse caso. Esse é um conflito que vejo aparecer amiúde em fundamentalistas ortodoxos. Percebo que muitos deles tem muito mais a ganhar com conhecimentos consistentes de market timing que com elocubrações rebuscadas de métricas e análises bottom-up. A curva de aprendizado (learning curve) para eles nessa área mostra ganhos incrementais mais difíceis. 

* O mais comum, no entanto, é o inverso. Compram prematuramente.

domingo, 8 de agosto de 2010

Emerging Markets: Look Before You Jump.

[Da Série "It Pays To Heed Fact Finder Charts"]

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

The Old "Buy-The Rumor-Sell-The-News" Scheme?

The word is out! Gold finds support from China! Essa é apenas uma das dezenas de manchetes que noticiou a decisão da China em autorizar a entrada de novos participantes nesse mercado. Maior liquidez significa maior prêmio. E aproveitei o gapup para liquidar há pouco a posição comprada. Praticamente zerei perdas da operação vendida anterior. Certamente haverá possibilidade de reentrada a preços menores. Se e quando isso ocorrer comento aqui. Não tenho receio de relatar operações. A maioria dos traders confunde seu self-worth com seu net-worth. Temem a execração pública (silenciosa). Daí não conseguirem ter essa transparência. Não sofro dessa fragilidade psicológica.
Essas duas operações podem ter despertado a curiosidade de alguns leitores. Formulo algumas delas abaixo: 
- Fact, você sabia dessa notícia? 
- Claro que não. Se soubesse não teria ficado vendido semana passada. 
- Você deu sorte, né?
- Sim e não. Sim porque notícias desse naipe provocam compras agressivas de neófitos e zeração de short positions de bears orgulhosos. Não porque o technician experiente deve reconhecer imediatamente a mudança de sentimento dos ativos. Deve-se conhecer pontos sensíveis de bears e bulls. A veiculação de notícias pela mídia especializada quase sempre ajuda a confirmar as suspeitas. Esse é um dos tópicos da apresentação de São Paulo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Gold: Followup From Friday's Post

Mesmo sobrecomprado no hourly chart, Gold fez um gapup hoje pela manhã. Logo, a decisão de encerrar o short trade na última hora de sexta-feira mostra-se acertada. [Poderia ter ocorrido um gapdown com uma saída mais favorável? Claro. Só que ao permanecer comprado estaria brincando contra a Banca, com probabilidade a meu favor inferior à de um "cara-ou-coroa".] Não só isso...diante da força mostrada na primeira hora dessa trading session, montei a mesma posição da sexta-feira. Só que agora é um long tradeNo bullshit. No hindsight.
Vi ontem uma análise de um trader gringo mostrando que, na opinião dele, Gold precisa ainda romper a downtrendline traçada a partir do topo recente de final de junho. Customer's choice. Quanto mais confirmação o freguês quiser menos upside ele terá. A propósito, as postagens do nobre metal a partir de hoje possuem marcador próprio. Antes estavam no marcador commodities. É uma espécie de commodity. Mas possui certamente um comportamento ad hoc.
Ainda não vejo posições compradas em equities como arriscadas. Volatilidade ainda não está baixa. Breadth e volumes consistentes. E a manada ainda não está confiante. 
O resto é bullshit.

domingo, 1 de agosto de 2010

Gold: What Comes After The Would-Be Disaster?

As melhores operações derivam de fakeouts. Esperem que a manada se alinhe em determinada direção e bata em retirada quando surpreendida pelo movimento em sentido contrário. O recente rally no SPX teve origem no já espezinhado H&S (OCO, em jargão pindorâmico). A dica que se mostra bem-sucedida em mais de 80% dos casos: se você viu alguma análise a respeito na Internet, esqueça-o ou adote posição contrária. Essa atitude deve irritar os technicians que preferem decorar charts a entendê-los como manifestação da psicologia do mercado. Uma vez li o site de um blogueiro conhecido que, contrariado, dizia ser analista técnico e não psicólogo. hehehe
Retomando o assunto em epígrafe...temos um possível e provável fakeout abaixo da downtrendline em Gold (clique aqui). Apesar de minha posição vendida anterior não ter sido nem de longe popular, sou obrigado a respeitar papéis que voltam a desafiar suas resistências rompidas (leia-se, 1.180). O nobre metal voltou da linha do desastre. Com essa ressureição, seasonals agora começam a pesar contra short trades. Senão vejamos: "Gold tends to post seasonal bottoms in late July or early August", me diz o Commodity Traders Almanac. Começo a me simpatizar com posições compradas (novamente em derivativos) após um dia de range pequeno, como deve ser o de segunda-feira. A ver.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Gold Trade Stopped Out...

Shit happens! Pra quem não reparou a operação vendida citada na postagem anterior foi iniciada em uma região de demanda (circa 1160). Por quê? Aggressive play. Operações desse naipe no daily chart devem ser monitoradas pelo intraday, porque a tolerância deve ser pequena. Se bulls tivessem se rendido  nesse ponto, gold tera se transformado na famosa falling knife. Não aconteceu. A estratégia de saída é sempre a mesma. Na última hora - a dos institucionals - bears não apareceram e saí da posição. Permanecer vendido nessa situação tem a probabilidade de sucesso inferior a de um cara-ou-coroa. Notem que fakeouts, como o mostrado acima, podem provocar um novo rally, estimulado pelo short covering. 
O cenário de equities para a semana que vem está meio contraditório. Isso deve ser objeto de comentário em outra postagem.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Silver And Gold Selloff?! No Shit!

Para incredulidade de alguns, iniciou-se uma correção nos metais preciosos, notadamente em prata e ouro. Isso não deve causar espécie aos leitores desse espaço que acompanharam as últimas postagens sobre o assunto. O grau de bullishness do público em torno do metal está forte e sedimentado no curto prazo, o que indica um selloff de repercussão que extrapolará a tendência terciária. No longo prazo ativos com lastro em coisas que não possam ser impressas ou criadas a partir do nada por bancos são safe havens. Só que no espaço de semanas/meses considerem-nos um mau investimento. Hoje passei para o lado dos gold bears e assumi posições vendidas em derivativos de ouro. Por questão de coerência, quando liquidar a posição informarei por aqui.
Devido a compromissos pessoais ainda estou impossibilitado de definir as datas da apresentação em SP. Na oportunidade revelarei alguns sinais característicos de fortes pontos de inflexão não só em technicals mas em indicadores contrários. Aprenderão também a reconhecer os "picaretas" e "aventureiros" do ramo, o que, em Pindorama, é fundamental. Note-se que esta parte não faz parte explícita do conteúdo do programa. hehehe


[1. O MFF é um sucesso. Apesar do track record favorável desde seu início, o número de assinaturas pelo Feedburner estagnou. Um blog cujo ênfase está em análise técnica de livre negociação, permeado por contrarian analysis, não deve ser popular. Os picos de acesso por aqui ocorrem em grandes retrações em equities. Daí não ser surpresa que o público, de maneira geral, possua habilidades de market timing às avessas.]
[2. Esses dias emails não poderão ser respondidos com a rapidez habitual. Motivo: viagem.]   

quarta-feira, 21 de julho de 2010

2 + 2 = 4...or 5...or 6

Nesse tempo de existência do MFF recebi pelo menos uns três emails de leitores que vociferavam sua incredulidade diante de movimentos discrepantes entre mercados que historicamente tem guardado alguma correlação negativa. Devo ressaltar, no entanto, que essa é uma área bastante dinâmica. Vejam, por exemplo, a curiosa correlação negativa que se estabeleceu entre o Dollar Index e equities em Wall St. até dezembro do ano passado. Como sói ocorrer, os que inicialmente percebem a estrutura do mercado lucram bastante. Quando tornou-se de domínio público essa associação inversa entre USD e SPX, ela desapareceu. E novas correlações se estabelecem em um ciclo interminável. Nas palavras de Mark Douglas, o mercado não tem fim nem início.
A correlação mais noticiada até recentemente foi a vista entre os metais preciosos (notadamente o ouro) e equities. Com relação ao nobre metal, quem me segue percebe que comecei a analisá-lo ano passado em uma época em que a mídia se ocupava de assuntos mais interessantes. Minha última postagem sobre ouro deixou claro meu desânimo em relação a posições compradas. Aquele padrão "cup-and-handle" se deformou pelo excesso de bullishness. A  segunda parte dele (a da "asa da xícara") parece ter se transformado em algo que fez lembrar uma "cunha de baixa". Curiosamente nessa mesma época o renomado analista Denis Gartman "previu" um movimento parabólico para o metal. Essa semana reapareceu na CNBC para dizer que havia falado uma "coisa estúpida".  Jamais pensem ser impossível presenciar um selloff no Euro e em metais preciosos ao mesmo tempo
Lembro que no final da década de 90 a mídia ignara em inúmeras ocasiões atribuía um selloff em equities a eventual alta no preço do Crude Oil na NYMEX. Hoje a mesma mídia  percebe exatamente o inverso! Acho que parte dos estudantes dos mercados tem mais a ganhar com o estudo do price action do ativo em foco que com elocubrações exageradas entre diferentes classes de ativos. Não há atalhos nem indicadores "infalíveis".

terça-feira, 20 de julho de 2010

A Day Does Not A Trend Make?

Na maioria das vezes, sim. Um dia não é capaz de produzir significativas mudanças nos technicals. Há exceções. O mercado bipolar visto este mês produziu hoje um dos dias mais interessantes depois do "flash crash". Produziu um outside day - quando o range do dia engloba todo o do dia anterior, com volume de acumulação. Note-se que não é de se esperar volumes expressivos em julho.

Indicadores de breadth como o Advance-Declines da NYSE têm mostrado divergência positiva, que hoje tornou-se mais pronunciada. Momentum de curto prazo em Treasuries  exibe certa deterioração. CBOE PC ratio continua em terreno levemente pessimista, o que é positivo para equities. Observo mais uma vez a semelhança de technicals e sentimento entre o momento e o final de fevereiro desse ano, que deu início a um expressivo rally. Uma hora esse comportamento bipolar se dissipará. Dada a confusão reinante entre os players, pode ser que ainda alguns dias sejam necessários para uma resolução da tendência. Em um mercado como esse o player mais prudente e o investidor comum não deveriam levantar um dedo. Trata-se de ambiente propício apenas para daytraders. Definitivamente...esse segundo semestre dará uma excelente oportunidade de ganhos, qualquer que seja a direção tomada por equities.

Long Term Volatility Way Too Low

"Low volatility begets high volatility. And vice-versa." A frase lapidar de John Bollinger nos ensina que o momento que merece mais atenção dos investidores é a fase de baixa volatilidade. A maioria deles, ao contrário, sente-se acomodada e segura nessas regiões. 

O conceito é intuitivo. Sem apelar para charts, chutem onde estava há um ano o Xinhua 25 (ticker FXI) negociado na NYSE. Hoje fechou em 39,07...(t-e-m-p-o)...bueno, em 20/07/2009 FXI fechou em 40,24. Nesse espaço de tempo estabeleceu um range máximo entre 35 e 45. Mas nos últimos seis meses espremeu-se entre 36 e 42. Em linhas gerais, esse é o comportamento de equities ligadas a países emergentes, o que deveria ligar o alerta para investidores de Pindorama. Definitivamente estamos em um mercado hostil a investidores principiantes e polianas.

[Como planejado semana passada, hoje "shortei" a abertura forte. A posição chegou a mostrar ganhos, mas fui estopado no breakeven no início da tarde. No meio da tarde, diante de nova fraqueza, montei nova posição vendida. Só que diante da resiliência do SPX em 1065, encerrei-a com ganho pequeno. Fiz bem, porque late-day rally levou preços próximo às máximas. Não se fica de costas pro caminhão das 15:00 ET em Wall St. No entanto...Bulls devem fazer bem mais que isso pra desmontar a perspectiva bearish...] 

sexta-feira, 16 de julho de 2010

First things first...Feel The Market.

Sentir a psicologia reinante do mercado é fundamental para operações de dias/semanas. Percebam como o price action em Wall St. alterna entre estados de sobrevenda e sobrecompra com rapidez chocante. Ou o trader assume posições no primeiro ou segundo dias das reversões ou não conseguirá mais, pois não tem havido pullbacks dentro da tendência terciária. Simplesmente desapareceram os retestes de resistências ou suportes rompidos. Isso é o que posso concluir das minhas observações. Vejo que algumas newsletters yankees ainda não acordaram para o fato. Talvez um reflexo da "dissonância cognitiva"...como se desdizer se há 3 dias assumiram posições compradas?
O rally iniciado no início de julho foi feito com sinais contraditórios. Alguns contrarian indicators assinalaram compra. Outros, não. Por isso, me abstive de assumir qualquer posição mais longa. De todos os sinais de que o ambiente ainda não parece ser propício para bulls em equities o mais forte parece vir do mercado de Treasuries. Aliás, note-se que a última postagem sobre esses ativos mostrou-se acertada semanas depois
Resumindo...com base no que foi explicado acima e na seção de comentários da postagem anterior, tenho razões para acreditar que um importante topo na tendência terciária foi feito. De maneira ideal deveria haver um pequeno gap up na segunda pela manhã pra obter melhores entradas em operação short
Há um tempo não falo sobre emerging markets. O Xinhua 25 (ticker FXI) mostra um price action que sugere que aquele mercado está em um divisor de águas. Da próxima mostro esse detalhe em um chart

Good Intraday * Doubtful Mid-Term * Bad LT

Esses dias estava pensando na pergunta mais idiota que é possível fazer em se tratando de mercados acionários. Elegi uma: "É hora de comprar ou vender?!" A todo momento pode ser hora de se fazer um ou ou outro ou não fazer nada. 

São 12:15 pelo horário de Brasília. US averages próximas das mínimas do dia. SPY em 107,88. A mínima em 107,57. Ficarei surpreso se esse nível de preço não for o mínimo do dia. Se estiver certo estamos diante de um bom ponto de compra intraday. Mas não mais que isso. É possível que se tenha um intraday bullish, ainda que em timeframes mais longos a situação seja um desastre para os taurinos.

Disclaimer: Essa postagem não é uma recomendação de compra, venda ou qualquer coisa.

terça-feira, 13 de julho de 2010

This Bull May Have Strong Legs

Embora as major averages yankees (SPX, DJIA e NAZ) estejam nesse momento pouco abaixo de seus benchmarks gráficos de curto prazo, ainda há enorme reticência em alguns indicadores contrários. Os padrões de PC ratios estão em níveis compatíveis com os que antecederam rallies que ocorreram no final de 2009 e em março desse ano. Não estou antecipando o fato. Apenas sugerindo que após leve pullback de alguns dias, novos breakouts devem ser respeitados até que a manada se convença de que "agora vai". Se você shortar US markets no atual contexto de reticência, pode levar uma "trosoba". Um dia eu levei. E você vai levar também.

Já pelo 6o. dia sou mero espectador. Os que tentam shortar sem ter razões para tal são expulsos. Aliás, é muito comum que marinheiros de cursinhos do tipo "decoreba" tentem ficar vendidos em dias de "corpo real" (real body) pequeno, como o de ontem. O gapup de hoje na abertura parece sugestivo...Risk management is what TA is all about.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

July Is To Live Up To Its Reputation?

Os  planos bearish foram colocados em dúvida ontem, depois que SPX fechou em circa 1060,  e colocados de volta na prateleira hoje, depois da alta consistente na última hora. Ingressamos em neutral territory. Para que eu me antecipasse a um eventual rally julho adentro, deveria ver um sentimento bem mais pessimista que o atual. O número de bearish advisors é compatível com fundos de correções. Mas há bulls insistentes que não largam o osso. Noves fora, portanto, o sentimento me parece relativamente neutro. Outro fator que joga contra fantasias ursolinas exageradas é a sazonalidade de julho. Não que operações vendidas sejam proibitivas. Mas não acredito que tenha outra chance de fazer de novo um home run de 10% como fiz semana passada. 

Considerando o fakeout abaixo dos 1040 no SPX, é natural acreditar que o primeiro forte rally (o de ontem) tenha sido basicamente short covering. À medida que o tempo passa, diminui o número de vendidos que consegue ficar debaixo da linha d'água. Cedo ou tarde capitulam. 
Não tenho cojones (Lafa@all rights reserved) para ficar comprado nesse mercado. Agora só espero pra ver se bulls em Wall St. conseguem levar o barco até os 1080. Dependendo dos technicals nesse ponto pode ser que arme novo short. Pelo andar da carruagem isso deve ficar pra semana que vem.