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sábado, 5 de abril de 2008

Dollarize or Real-ize?

Meu objetivo é manter um espaço aberto para falar de temas pouco abordados. E esse, em particular, vi apenas uma vez en passant. Uma das maiores polêmicas que se instalava quando acompanhava alguns fóruns nos quais predominavam o viés técnico era a seguinte:

"Dolarizo ou não meu gráfico? Qual é o correto?"

O termo "correto" carrega uma certa pecha cartesiana. Cartesianismo não tem espaço em análise gráfica (AG). Talvez tenha em análise fundamentalista ortodoxa. Então, esqueçam suas faculdades de engenharia, folks. Razoável supor que as obras state-of-the-art yankees, editadas atualmente, ainda não contemplem esse tipo de discussão (coisa do tipo...vale a pena rupiizar um ativo indiano, yuanizar um de Xangai?)

Minha experiência - e tudo que vos digo se baseia nela* - me mostrou inúmeras vezes que uma reversão inesperada em um chart em moeda local (Real, no caso) tinha amplo rationale em um chart em USD. Ou vocês pensam que os players gringos operam olhando ganhos em Reais? Então, passei a incorporar o hábito instintivo de examinar um e outro quase que instantaneamente. Os sinais mais convincentes vêm quando ambos emitem o mesmo sinal. Nada melhor, por exemplo, saber que institucionais locais e hedge funds gringos estão se preparando para agir da mesma maneira na mesma faixa de preços.

* Acredito que vários instrutores de AG nunca tiveram essa dúvida, já que nunca (ou quase nunca) compram e vendem.

5 comentários:

Fausto de Arruda Botelho disse...

Olá, sou o responsável pela análise do poster eletrônico da Enfoque, objeto de um comentário anterior. Obrigado por divulgar nosso produto gratuíto.
Depoimentos de quem só usa gráficos indexados em dolar e com escala log: Tenho mais harmonia quando indexo. Comparo minha petrobras com a ADR. Consigo ver o gráfico de Petro desde 1986 sem a distorção da inflação.
O Ibovespa a vista por exemplo me dá um lindo canal de alta de out 2002 a abril 04.
Quanto ao canal da tendência desde 64, conseguido a duras penas pois ficamos 6 meses buscando o fundo anterior ao topo de 71, só conseguido com a cotações do IBV garimpadas na Biblioteca Nacional e na sede do DCI. Esse fundo foi fundamental para que pudessemos traçar uma reta suporte mais confiável.
Quanto a reta guia, ela mostra apenas que o atual moviento é inusitado assim como foram os 3 precedentes que tocaram essa reta: 71,86 e 97.
Quando os preços vão sair da reta guia e caminhar para a reta suporte não se pode prever, mas também não se pode negar o potencial iminente de queda. Esse poucos se dão conta.
Eu pessoalmete acredito que o canal de alta está atualmente ganhando mais um ponto na reta guia. Sim, que estamos começando ou na véspera de uma grande tendência de baixa que poderá sim levar os preços para as proximidades da reta suporte antes de um novo topo ser feito.

Fact Finder disse...

Olá, Fausto. Eu que agradeço sua participação e o belo trabalho de pesquisa.
Charts em escala logarítmica e em USD são bem mais confiáveis à medida que o timeframe examinado aumenta.
O momento realmente é inusitado, fruto de um inusitado bull market nas commodities, depois de 20 anos de domínio dos bears nesse mercado.
O comentário que fiz diz respeito ao fato de que atualmente inexistem triggers de curto prazo no ambiente macroeconômico mundial e nacional que ensejem reações agudas como as reversões nos anos anteriores. Ou seja, como o outro amigo leitor colocou, a chance de "catástrofes" é sensivelmente menor. No entanto, os pressupostos de um mercado baixista realmente já existem. Vejamos dois pouco abordados: Mutual funds são net sellers em vários países emergentes; Desfazimento do carry trade USD-YEN, mesmo quando o BoJ mantém os juros nominais em 0,5%aa.(!)
A batalha está sendo travada entre as forças inflacionárias e as deflacionárias. As primeiras têm levado a melhor, daí bolsas "commoditizadas" como a do Brasil têm conseguido se sustentar. Como coloquei em outro post, as commodities podem estar ingressando em um processo de blowoff de longo prazo, o que afetará mais sensivelmente bolsas como a do Brasil, Austrália e Canadá. No entanto, ainda é cedo para traçar um diagnóstico mais preciso.

Roberto disse...

Fact, como sabes tenho pouquíssimo tem de MF então não acompanhei os outros momentos em que o BOV tocou o canal de alta. Entretanto o que vi em 2000 foi euforia. Penso que um grande topo tem que ser feito com otimismo. Os indicadores de sentimento US ou apresentam pessimismo ou estão neutros. Pode cair por lá e acho que cai pois os 3 indices estão próximos de resistencias. Mas este correção maior virá mas penso que ainda deverá ser formado todo o mosaico para isto.

Fact Finder disse...

Bob, extremo de bullishness é algo que não se vê em Wall St. desde o estouro da bolha "dot com". Impressionante...

Prof. Lafayette disse...

Macacos me mordam, olha só quem está passando por aqui!

Agora sim, virou conversa de cachorro grande: Fact Finder e Fausto A.B. (autor de boas análises que já li e se mostraram bem acertadas).

[]s!