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terça-feira, 1 de abril de 2008

Some Focus on Enfoque

Esses dias* tenho observado algum furor por causa de um chart dolarizado de longo prazo do Ibovespa, de autoria da tradicional Enfoque (clique aqui). O "poster eletrônico", assim chamado, é uma compilação muito boa de fatos econômico-políticos de âmbito nacional e internacional ocorridos de 1963** até o dias atuais.

No entanto, a polêmica maior surge quando o usuário clica na opção "canal de alta". Se quem lê esse blog não o fez, recomendo que o faça agora. Induzidos pelos autores do poster, os leitores demonstram certa preocupação ao observar uma nefasta aproximação do price action em relação ao limite superior (LS) do "canal de alta".

Tenho duas observações sobre o assunto: uma de caráter estrito e outra, amplo. Então vamos lá:
  1. por que o mercado acredita que tendências de alta, via de regra, se desenvolvem em canais? No espaço de tempo delineado não percebo nenhum canal de alta confirmado. Repito o que digo há anos: 2 pontos não definem uma linha de tendência (apenas uma expectativa de);
  2. os dois pontos que servem de apoio à reta traçada tiveram origem em crises agudas (Crise da Ásia e um plano econômico brasileiro), segundo próprios comentários pop-up do poster. A configuração do cenário econômico mundial e nacional no atual estágio é pouco suscetível a crises agudas. Mínimo hoje é o risco de default. O portador do maior déficit mundial tem uma máquina de impressão de dólares à sua disposição.

Em suma, olho para o chart do Enfoque com interesse histórico e não com interesse técnico (ainda).

* Aproveitei o feriado capixaba desta segunda-feira para viajar. Daí o hiato nas postagens...;

** De 1963 a 1968, o índice adotado é o IBV/RJ.

3 comentários:

Prof. Lafayette disse...

Fala Fact!
Peraí...

1. Ãh? As tendências não costumam formar canais?

2. Qual a validade da linha de tendência traçada no gráfico (a LTA, dos fundos)? Pra um prazo de 50 anos ela pode variar de qualquer jeito se desprezarmos um fundo como o autor do estudo fez... matematicamente deveríamos fazer a "reta média", mas esse conceito tem algum valor quando pegamos 50 anos???

3. Aliás, qual a utilidade de se analisar 50 anos se não histórica?? Os fundamentos da petrobras em 1970 não valem nada pra mim hoje... por que valeriam num gráfico?

4. Finalmente, é impressão minha ou neste seu post vc está dando a cara a tapa dizendo que não espera uma semi-catástrofe tão cedo?

[]s
Lafayette

p.s. Aristóteles, aquele grego doido que vc citou no post anterior... defendia que todas as verdades do universo podem ser obtidas apenas através do raciocínio e da filosofia... como ele calibraria um trading system? :-)

Fact Finder disse...

Grande, Prof. Lafa, vamos aos pontos:

1. Desconheço um estudo estatístico que aborde formação de canais em tendências. Mas pela minha experiência posso dizer que não é o mais comum;
2. Sou muito cético em relação a LTs de longuíssimo prazo. O "Efeito-Memória" é praticamente inexistente, etc. Mas não sem uma boa dose de ortodoxismo acrítico tem gente que acredita fielmente neles;
3. Não entendi. Ninguém falou que PETR possui bons fundamentos, nem agora nem em 1970.
4.Bear markets são bem diferentes de crashes...O que acho é irrelevante até pra mim mesmo. hehe Ainda nem escrevi meu disclaimer no blog! :)

Lafa disse...

1,2 - obrigado;
3. hahahahahahaha